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06 Julho de 2020 | 15h45 - Actualizado em 07 Julho de 2020 | 12h58

Disponibilizados mais de 10 milhões de euros para o ensino superior

Luanda - Treze milhões de euros foram disponibilizados pela União Europeia (EU) ao Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) para apoiar o sistema de ensino superior angolano na produção de conhecimentos e na promoção da inovação.

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Embaixador da União Europeia em Angola, Tomás Ulicny

Foto: Pedro Parente

Maria Bragança Sambo, Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI)

Foto: Pedro Parente

O montante está a ser implementado pela agência de cooperação técnica francesa Expertise France, desde Dezembro de 2019, e vai estender-se até 2024, por via do projecto UNI.AO – Programa de Apoio ao Ensino Superior.

Através da criação de novos cursos de pós-graduação, fundos para investigação, capacitação em áreas relevantes, o UNI.AO pretende contribuir para a formação de quadros especializados para enfrentar os desafios actuais e futuros do país.

Nesta segunda-feira, foi oficialmente lançado o UNI.AO, com os gestores de ambos organismos a rubricarem os acordos, Maria Bragança Sambo (MESCTI) e Tomás Ulicny (EU), respectivamente.

Em declarações à imprensa, o coordenador do UNI.AO, Emanuel Catumbela precisou que o projecto vai ajudar as instituições superiores a capacitar localmente os seus quadros, no intuito de outros também serem formados em função das suas competências e ajudarem a melhorar economia da comunidade.

A iniciativa, segundo o gestor, vai decorrer em duas fases, sendo a primeira para gestão do ensino superior (gestores, directores gerais e adjuntos, coordenadores de curso de pós-graduação, administrativos) e pós-graduação, num total de 200 candidatos, repartido 100 por fase, com previsão de formação para o próximo ano, bem como em 2022.

Ao intervir na cerimónia, a ministra do MESCTI, Maria Bragança Sambo, disse que o UNI.AO vai ajudar a capacitar as instituições de ensino superior para estarem mais habilitadas e, desta forma, a se equiparar as melhores Universidades de África, tendo apontado a pós-graduação, investigação científica e a boa gestão como desafios para a concretização do desiderato.

Para a governante, os três pilares do programa (UNI.AO) vão  contribuir na melhoria da qualidade do ensino, com uma visão estratégica do futuro no lançamento das Universidades Angolanos no contexto internacional.

Com a criação do curso de gestão do ensino superior, realçou que o país estará a criar condições efectivas para que o sistema de organização das instituições esteja aliado aos padrões internacionais.

Deu a conhecer que está em curso o levantamento do estado actual da pós-graduação no país, por via de um inquérito, que vai culminar com um concurso público para as universidades demonstrarem capacidades nas prioridades das especializações, no sentido de estarem aliados ao desenvolvimento do país.

Por seu turno, o embaixador da União Europeia em Angola, Tomás Ulicny, mostrou-se convicto de que o projecto vai aumentar a produção de conhecimento útil para o processo de diversificação da economia.

Já o diplomata francês no país, Sylvain Itté, destacou que o projecto UNI.AO é mais uma das expressões concretas do compromisso da França para o desenvolvimento do ensino superior angolano, sublinhado o fruto de relação de alta qualidade com parceiros angolanos, particularmente o MESCTI.

O UNI.AO tem como objectivo reforçar a governação do ensino superior para que seja promovida a investigação científica em sectores prioritários para Angola, aumentar a especialização e o reconhecimento das instituições de pós-graduação e aumentar a igualdade no acesso à pós-graduação e progressão na carreira para os grupos vulneráveis.

Assuntos Angola  

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