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14 Agosto de 2020 | 20h16 - Actualizado em 15 Agosto de 2020 | 11h05

Covid-19: Angola partilha passos dados na investigação científica

Luanda - A ministra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Maria do Rosário Sambo, partilhou, com alguns países, os passos de Angola para o aumento da capacidade da implementação de projectos ligados à investigação científica, em torno da Covid-19 e outras doenças.

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Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança Sambo

Foto: Alberto Julião

Maria do Rosário Sambo, Ministra do Ensino Superior Ciência, Tecnologia e Inovação

Foto: JOAQUINA BENTO

Para a governante, que foi a convidada desta sexta-feira do Networking do Centro de Investigação Internacional do Atlântico - Air Centre,  a pandemia, apesar de ter um lado negativo,  para Angola, está a ser enfrentada para reforçar a capacidade humana e infra-estrutural para a  investigação científica no domínio da saúde.

"Trouxe uma partilha mais global, em termos de conhecimentos científicos", notou a governante para quem a informação aliada a inovação tecnológica acabou por se ver a capacidade de uma forma célere na implementação de projectos ligados à   investigação científica, em vários países, incluindo Angola.

"Estamos a ver revistas que não eram de acesso aberto, mais com a Covid-19 passaram a disponibilizar informação  aberta", observou a governante.

Grande parte do conhecimento produzido, avançou, está a tentar preencher as lacunas que existem em torno da pandemia, quer nas características do vírus (história natural),  transmissão, técnicas de diagnóstico e outros testes.

Foi com base de algumas lacunas  identificadas para os trabalhos de investigação científica em Angola  que, em Abril  deste ano, foram notificadas sete instituições capazes de efectuar teste de biologia molecular  que estão a trabalhar, actualmente, em pesquisas de diagnósticos ligadas à SARS- Cov 2.

O Ministério do Ensino Superior, Ciências e Inovação ciente da fraca capacidade de produção de estudos científicos no país e dos desafios em torno do actual contexto, lançou um repto aos professores universitários, investigadores e especialistas, dos vários domínios do saber, com realce das áreas de ciências médicas e saúde.

Sob comando do  Instituto de Pesquisa em Saúde, em colaboração com algumas instituições internacionais, Angola  aprovou seis projectos que foram aglutinador em  dois macroprojectos em torno da Covid-19.

Com um financiamento disponibilizado  fixado em  um milhão 44 mil 612 dólares americanos, os dois macroprojectos já apresentados ao público, no mês de Julho, envolve 49 investigadores.

O primeiro tem a ver com o projecto  denominado  "Building Covid Capacity in Angola" tem  como o objectivo principal criar uma estrutura para o diagnóstico da  infecção por SARS-Cov2, com base  nas limitações identificadas para o diagnóstico desta.

Criar  uma infra-estrutura de diagnóstico da covid-19 e  outras patologias, que exigem a investigação científica e outras doenças virais, consta também na agenda deste projecto, com a duração de 18 meses.

O instituto em Investigação de saúde é a responsável deste projecto e trabalho que conta com nove membros.

Enquanto o segundo projecto tem pendor epidemiológico, clínico e laboratorial, para definir o perfil da Covid-19 na população, identificar o factores de protecção, entre outros.

Para um período de execução de 12 meses, o   segundo projecto  foi proposto pela  Faculdade de Medina da Universidade Agostinho Neto e conta com um  grupo de  40 membros.

Faculdades de medicina, institutos investigação em saúde são, entre em outras, instituições públicas que  trabalham em parceria com  Brasil, Portugal e outros países.

“Melhorar a de detecção da SARS-Cov2 e outros patogénicos em circulação no país,  identificar a SARS-cov2 nos doentes e seus contactos, bem como a caracterização da dinâmica evolutiva do genoma da SARS-cov2, é o que se pretende com os dois  projectos”, de acordo com a ministra.

Incluiu ainda o  estudo dos anticorpos IGM e IGG do SARS-Cov2,  para a procura e desenvolvimento de  operações que possam conduzir a estudos serológicos experimentais com animais.

" Queremos o  reforço da capacidade biomédica em Angola, além da cooperação Sul Norte", augura Maria Sambo.

Apoiar os processos de decisão, em torno da Covid-19, a partir do conhecimento que vão gerar e que contribuam na prevenção dos doentes com Covid-19 e que se reforce a capacidade da investigação científica e cooperação com o país e outras instituições multilaterais, é também o que se espera com os resultados.

Para a ministra, é necessário que  Angola e outros países consigam efectuar o diagnóstico em tempo oportuno, o rastreamento das populações  infectadas, a caracterização genética das estripes dos vírus em circulação no país, bem como o estudo da imunidade.

Para Angola, em particular, Maria Sambo vaticina o aumento do número de casos, olhando para o quadro epidemiológico de  quinta-feira, 13,  em que os números apontam para os mil 815 casos confirmados, 80 dos quais óbitos e mais de mil casos activos e 577 recuperados.

O Centro de Investigação Internacional do Atlântico - AIR CENTRE é um quadro de colaboração internacional para enfrentar os desafios globais e as prioridades locais no Oceano Atlântico.

O AIR CENTRE promove uma abordagem integrativa do espaço, clima, oceano e energia no Atlântico, apoiada por inovações tecnológicas emergentes e avanços na ciência de dados, e através da cooperação Sul-Norte e Norte-Sul.

Assuntos Angola  

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