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29 Setembro de 2020 | 12h27 - Actualizado em 29 Setembro de 2020 | 13h32

Académicos defendem mudança de estatuto da Escola Superior do Zaire

M'banza Kongo - Professores e estudantes da Escola Superior Politécnica do Zaire, localizada na cidade de M'banza Kongo, advogaram hoje, terça-feira, a mudança de estatuto da referida instituição para instituto politécnico, de modo a alargar as áreas de formação.

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Escola Superior Politécnica de M´banza Kongo

Foto: Pedro Moniz Vidal

Em declarações à ANGOP, a comunidade académica justifica que o diploma que regula o funcionamento dos institutos superiores politécnicos no país prevê maior margem de oferta formativa e progressão dos estudantes no domínio curricular em relação à escola superior.

Realçou, neste âmbito, a proposta de elevação da Escola Superior Politécnica do Soyo à categoria de instituto superior politécnico, constante do Memorando sobre o Processo de Implementação da Reorganização da Rede de Instituições Públicas de Ensino Superior no país.

Defendeu que este estatuto seja estendido à Escola Superior Politécnica do Zaire, da qual depende administrativa e financeiramente a instituição do Soyo, ambas unidades orgânicas afectas à Universidade 11 de Novembro, com sede em Cabinda.

Manuel Mbala, professor de Física, disse desconhecer os critérios definidos pelo ministério de tutela para a atribuição de tais categorias, advogando que, à semelhança de algumas províncias, o Zaire merece também dois institutos superiores politécnicos.
 
Considera insuficiente a autonomia que se quer atribuir à Escola Superior Politécnica do Zaire, no âmbito do programa de reorganização das instituições superiores, mostrando-se favorável à categoria de instituto politécnico.

“O instituto politécnico tem a vantagem de permitir que uma instituição com este grau possa evoluir para outros patamares, no processo de ensino e aprendizagem”, sublinhou.

Corrobora da mesma idéia o secretário da associação dos estudantes da instituição, Malheiro Ndondolo da Silva, para quem as autoridades competentes devem rever a situação, que considera comprometedora para a abertura de novos cursos.

Já o vice-decano para a área científica da Escola Superior Politécnica do Zaire, Zolana Avelino, explicou que está em curso a elaboração de uma proposta, a ser submetida ao ministério de tutela, para que as duas unidades orgânicas sejam elevadas à categoria de institutos superiores politécnicos.

O responsável precisou que, com a manutenção da categoria, a Escola Superior Politécnica do Zaire estaria impedida de promover cursos de mestrado, pós-graduação e doutoramento, possibilidade apenas concedida a institutos politécnicos e universidades.

“A nossa proposta prevê o desmembramento das duas unidades orgânicas (M'banza Kongo e Soyo) da Universidade 11 de Novembro, para depois serem elevadas ao grau de institutos superiores politécnicos”, reforçou.

O Memorando sobre o Processo de Implementação da Reorganização da Rede de Instituições Públicas de Ensino Superior, aprovado em Conselho de Ministros, no passado dia 29 de Julho deste ano, prevê a passagem da Escola Superior Politécnica do Soyo para Instituto Superior Politécnico autónomo.

O mesmo diploma, a que ANGOP teve acesso, mantém a Escola Superior Politécnica do Zaire na mesma categoria, mas com certa autonomia, deixando de ministrar cursos em Ciências da Educação, para se ocupar das ciências sociais, artes e humanidades.

A Escola Superior Politécnica do Zaire abriu as portas em 2010, leccionando os cursos de licenciatura em ensino de Física, Matemática, Química, Psicologia e Gestão de Empresas.

Já a Escola Superior Politécnica do Soyo, aberta em 2011, ministra os cursos de Matemática, Gestão Escolar, Pedagogia de Ensino Primário e Engenharia Informática.

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