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30 Setembro de 2020 | 17h54 - Actualizado em 30 Setembro de 2020 | 17h53

SINPROF quer retorno às aulas de forma segura

Sumbe - O secretário nacional do Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF), Guilherme Silva, defendeu, nesta quarta-feira, no Sumbe, província do Cuanza Sul, o retorno às aulas adaptado ao contexto da Covid-19, para evitar uma contaminação em escala dos alunos.

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De acordo com o novo calendário escolar, no dia 5 de Outubro começam as aulas no ensino universitário e para as classes de transição do I e II ciclos do ensino secundário (6ª, 9ª, 12ª e 13ª classes).

No dia 19 de Outubro entram em cena os estudantes da 7ª, 8ª, 10ª e 11ª classe, todas também do II ciclo do ensino secundário, ao passo que no ensino primário e no I ciclo começam dia 26 de Outubro.

Com as turmas divididas em grupos, no ensino primário e I ciclo, as aulas terão a duração de 02h30, enquanto no II ciclo do ensino secundário 03h30 de carga horária, sem direito a intervalo.

Guilherme Silva, que falava em conferência de imprensa no final de uma jornada de trabalho no Cuanza Sul, manifestou-se "apreensivo" em relação as condições de biossegurança na maioria das escolas do país.

O sindicalista afirmou que das 229 escolas do II ciclo do ensino secundário visitadas no país apenas 22,4 por cento apresentam condições “mínimas”, por serem financiadas pelo Estado, 50,1 por cento estão “razoáveis” e 27,5 incapazes de criar as condições.

A propósito do retorno às aulas, a Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros defendeu, na segunda-feira, o retorno “massivo e tranquilo”, num ambiente de segurança e responsabilidade colectivas.

Para o efeito, os membros da comissão apontaram para a necessidade da adopção de um calendário escolar e académico que possibilite dispor de um maior número de semanas lectivas.

A comissão afirma que o calendário deve aproximar-se mais de um ano escolar ou académico normal, na perspectiva de permitir maior segurança quanto ao reinício da actividade lectiva.

Recomenda que esse deverá ser o caminho a seguir, mesmo na eventualidade de haver algum “recuo” nas medidas, forçado pela evolução da pandemia.

No entanto, apesar das garantias do Governo, o sindicalista avançou que, das 345 escolas do I ciclo visitadas no país, apenas 4,9 possuem condições, 31,5 com condições razoáveis e 63,5 não criaram condições.

Já ao nível do ensino primário, o sindicalista avança que das 602 escolas visitadas apenas três por cento têm condições para o retorno, 21 consideradas de “razoáveis” e 76 escolas não dispõem de condições que permitam o retorno às aulas no contexto actual.  

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