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05 Outubro de 2020 | 16h54 - Actualizado em 05 Outubro de 2020 | 18h21

Absentismo marca reinício das aulas em quase todo país

Huambo - Os elevados índices de absentismo e de cepticismo por parte dos alunos marcaram, esta segunda-feira, o primeiro dia do reinício das aulas nas escolas do I e II ciclo do ensino secundário de quase todo país, apesar da criação das medidas de biossegurança.

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Alunos no regresso às aulas no Cuanza-Sul

Foto: Joaquim Tomás

A fraca adesão dos alunos e professores em várias escolas do país está a ser justifica pela insuficiência de condições de biossegurança em muitas delas, principalmente as construídas na periferia.

Esta realidade foi visível na província do Huambo, cujas escolas, com uma previsão de receberem 300 mil alunos de classes de transição do I e II ciclos do ensino secundário, registaram uma presença reduzida de discentes, incluindo de alguns professores.

Tal realidade verificou-se também na província da Lunda Norte, onde a Angop constatou, durante uma visita efectuada pelo governador local, Ernesto Muangala, em cinco escolas do II ciclo do município de Chitato, algumas salas vazias e outras com poucos estudantes.

Nestas instituições de ensino, constatou-se que o uso da máscara, a medição da temperatura, o distanciamento social e a desinfecção das mãos estavam a ser cumpridos com rigor, numa região que conta com um total de 19 mil e 290 alunos discentes matriculados.

Nas escolas da província do Bengo, principalmente no município de Caxito, foram notória as medidas de biossegurança criadas para prevenir a covid-19, como  lavatórios, recipientes com água e sabão, incluindo termómetros infravermelhos para a medição da temperatura, porém, a maior parte dos alunos se absteve.

O mesmo nível de absentismo, apesar das medidas de biossegurança, foi nota dominante em várias instituições de ensino/aprendizagem da província do Cuanza Norte, associada à ausência de grande parte dos professores.

Não fugindo deste paradigma, a região do Cuanza Sul registou também uma fraca adesão, dando-se grande relevância às acções de sensibilização sobre o “novo normal”, bem como existindo mesmo algumas instituições onde só agora estão a ser montadas torneiras para facilitar a lavagem das mãos.

Já na Lunda Sul, o dia foi marcado pela presença dos encarregados de educação que, nas instituições de ensino/aprendizagem, decidiram aferir as condições de biossegurança.

Nesta região, as aulas tiveram o seu reinício sem a testagem dos professores, tal como se previa, num universo de 500, numa primeira fase, dos quatro mil e 121 existentes, que têm à disposição 362 escolas, perfazendo mil e 681 salas de aulas, onde foram matriculados 248 mil alunos.

A pouca a adesão dos alunos nas escolas da província da Huíla, com 811 mil e 932 alunos matriculados, em mil e 913 escolas, correspondendo a sete mil e 42 salas de aulas, é justificada pela falta de condições de biossegurança em instituições públicas.

A mesma situação foi constatada na província de Benguela, com algumas escolas da periferia a reabrirem as portas sem condições de biossegurança preparadas, tendo em conta a pandemia covid-19, enquanto na zona urbana, apesar das medidas postas à disposição, registaram uma tímida presença das batas brancas.

Em Malanje, a título de exemplo, por falta das condições criadas algumas instituições não arrancaram e, em outras, apesar das condições de biossegurança criadas verificou-se um elevado nível de absentismo.

Contrariando as demais, nas províncias de Cabinda, Bié, Moxico e Zaire a realidade foi diferente, as escolas registaram uma presença considerável dos alunos, alguns deles, sobretudo da 6ª classe (ensino primário) acompanhados pelos pais e munidos de máscaras faciais e álcool em gel, como recomendam as medidas de protecção individual e colectiva.

O uso da máscara, a medição da temperatura, o distanciamento social e a desinfecção das mãos passam a integrar a rotina escolar dos alunos, depois da suspensão ano lectivo em Março último, em sede das medidas de prevenção da covid-19.

As aulas retomam sob fortes medidas de biossegurança, de forma faseada, para evitar, no máximo, casos de contágio de novo coronavírus. Numa primeira fase, retomam os estudantes universitários e os da 6ª, 9ª, 12ª e 13ª classes, que deverão cumprir, rigorosamente, as medidas impostas pelas autoridades sanitárias do país.

Antes da interrupção do calendário escolar, em função das medidas de prevenção contra a Covid-19, estavam registadas em 18 mil e 297 escolas (com 97 mil e 459 salas de aula em funcionamento no ensino geral), mais de 10 milhões de alunos.

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