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24 Julho de 2019 | 12h25 - Actualizado em 24 Julho de 2019 | 19h36

Cunene pode deixar de importar ovos

Ondjiva - Com o aumento da produção de 23 mil para 50 mil ovos/dia ainda este ano, no Complexo Avícola de Oipembe, na província do Cunene, a população local deixará de consumir ovo importado a partir da vizinha República da Namíbia, disse, em entrevista exclusiva à ANGOP, o proprietário do aviário, Hermenegildo Leite.

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Cunene: Complexo Avícola de Oipembe

Foto: JOSÉ CACHIVA

Por  Pedro Manuel e Luísa Dani

Localizado em Oipembe, a nove quilómetros de Ondjiva, o Complexo Avícola é o primeiro aviário no Cunene, no pós-independência de Angola, equipado com tecnologia de última geração, está implantado numa área de 70 hectares, contempla actualmente uma nave com 900 metros quadrados, que alberga 23 mil e 850 aves da espécie poedeiras, adquiridas na África do Sul.

Totalmente fechado com um sistema automático de regulação de temperatura húmida, iluminação, fornecimento de ração, recolha de ovos e estrume.

O aviário, em funcionamento desde Dezembro de 2018, contou com um financiamento da linha de crédito do Governo angolano, através do Programa Angola Investe no valor de um milhão e 500 mil dólares norte-americanos.

E ainda neste ano prevê duplicar a produção de ovos e consequentemente a oferta no mercado local, com a abertura da segunda nave com a capacidade de 25 mil aves (galinhas poedeiras), fazendo chegar os seus produtos a nível dos seis municípios da província do Cunene.


Siga na íntegra a entrevista, que traz, em detalhe, a produção de ovos feita na província Cunene.

 

O que lhe motivou para abrir um aviário em Ondjiva?

Temos que ser nós, angolanos, a contribuir para o crescimento do nosso país, para que o povo tenha uma vida melhor. Portanto, quando o Governo predispôs-se a chamar os empresários para ajudar na diversificação da economia, nós, como empresários angolanos, devemos investir em qualquer parte do país. Mas, sempre achei que o Cunene merecia um estatuto especial, por ser uma das províncias que menos evoluiu em relação as outras, daí que pensei apostar neste ramo de actividade económica.
 

É primeiro o aviário a nível da província do Cunene?

Nós acreditamos que sim. Já ouvi falar de  um aviário que existiu no tempo colonial, que não teve êxito e acabou por fechar. Quando comecei a pensar nesse projecto, surgiram várias opiniões que a província do Cunene não era favorável à produção de ovos, mas hoje estou aqui, o que mostra que é uma questão de acreditar e acompanhar a evolução tecnológica no ramo de actividade.
E assim, decidi apostar no aviário. Tivemos consultoria de especialistas na matéria, oriundos da África do Sul. Eles ajudaram-nos a definir o tipo de tecnologia adaptada para a produção de ovos com qualidade na província do Cunene, tendo em conta as condições climáticas.

Foi sempre sua visão apostar neste ramo ou é uma questão de oportunidade?

Foi também uma questão de oportunidade, mas o facto de termos escolhido a produção de ovos tem muito a ver com o sonho do meu pai, que sempre quis ter um aviário e não chegou a concretizar esse sonho, por ter falecido. Eu, como filho mais velho, comprometi-me a realizar esse desejo. Independentemente disso, acredito que temos que ser, nós angolanos, a tentarmos mudar a situação de importação no país em relação aos vários produtos da cesta básica.
 

Em que período pretende aumentar a produção para 50 mil ovos?


Em princípio, é para já, ainda este ano, sendo que os equipamentos técnicos já os temos. O grande inconveniente em tudo isso são as divisas (dólares norte-americanos e euros). Os bancos comerciais nunca os têm e a via tem sido o mercado informal. E é muito difícil trabalhar nesses moldes. O Banco Nacional de Angola (BNA) deve rever as políticas ou criar facilidades para as cadeias produtivas de bens e serviços, tal como nós, para dinamizar a actividade, pois ainda é necessário importar alguns meios de apoio e, no nosso caso, equipamentos e as galinhas poedeiras.
 

A capacidade actual chega para fornecer a província no geral?

Não. Por isso, temos a perspectiva de duplicar a produção. Actualmente, a produção diária tem sido vendida toda na província. Nos primeiros meses de arranque do aviário, não tínhamos estabelecido bem os parâmetros do nosso mercado no Cunene. Assim, fomos forçados a fazer algumas vendas a outras províncias do país, como na Huíla, Benguela, Huambo e Namibe, onde o consumo era maior, mas, passados alguns meses, o nosso mercado local reagiu bem e, actualmente, tem absorvido a produção diária de 23 mil ovos.
 

O ovo é vendido a grosso ou a retalho?

No princípio da actividade, era somente para atender os grossistas, mas, como os grossistas não reagiram de imediato, fomos forçados a fazer a venda a retalho. Actualmente, estamos a retirar de forma paulatina a venda a retalho, com preferência para grandes superfícies comerciais na província e outros pontos do país.

Se, anteriormente, consumia-se muito ovo proveniente da República da Namíbia, sente que, com a actual produção no Cunene, diminui a importação de ovo vindo do país vizinho?

Acreditamos que sim, apesar de não termos dados exactos. Mas com as novas regras impostas pelo Governo angolano sobre a importação de 54 produtos, incluindo ovo, e com a reacção visível na venda da produção diária, leva-nos a acreditar que baixou, consideravelmente, e pode mesmo terminar a nível do Cunene, com o aumento da nossa produção prevista para atingir 50 mil ovos/dia.
Outro motivo que nos dá segurança sobre o que estou a dizer é que, no mês de Abril deste ano, a empresa realizou um estudo e identificou uma diminuição de 30 por cento dos nossos preços em relação ao preço praticado no país vizinho (Namíbia).

É lucrativo ter um aviário na província do Cunene?

É lucrativo. Por isso, apostamos nesse ramo de actividade económica. O grande constrangimento, tal como já disse anteriormente, é a escassez de divisas, cuja aquisição está muito difícil. Os bancos comerciais não respondem positivamente, daí reiterar o apelo ao Banco Nacional de Angola (BNA) sobre a implementação das suas políticas cambias.
É necessário que se tenha divisas com o câmbio do banco e deixar de optar pelo mercado informal, muito especulativo, e que é único meio que temos, actualmente, para adquirir divisas facilmente e a custos elevados.
 

Qual é o valor investido nesse projecto e qual foi o principal financiador?

Este projecto foi financiado pelo Governo angolano, através da linha de crédito Angola Investe. O valor inicial do investimento era de um milhão e 500 mil dólares, mas, devido à desvalorização que houve no meio da transacção, entre o valor na conta e os pagamentos no exterior dos equipamentos e matéria-prima, houve uma desvalorização de 30 por cento.
Perdemos mais de 300 mil dólares norte-americanos face ao valor emprestado e acabamos por receber um milhão e 200 mil dólares. Isso forçou-nos a realizar alguns arranjos para abertura do aviário, mas, com força de vontade e o desejo de contribuir para o desenvolvimento do Cunene, foi possível concretizar esse projecto, que hoje já é uma realidade na vida dos cunenenses.

Onde adquire a ração?

Olha, a história da ração para as galinhas é complicada. Muita gente diz que poderíamos adquirir a ração no país, ao invés da Namíbia, devido às dificuldades que há em relação às divisas. Mas temos tido muitos problemas com a ração produzida no país, precisamente nas províncias de Luanda e Benguela. O preço é elevado e, no nosso entender, não tem qualidade. Por esse motivo, opta-se pelo mercado na vizinha República da Namíbia.
Em relação às quantidades, temos uma estimativa de 45 toneladas por mês de ração e um consumo diário de 55 sacos de 50 quilogramas, o que corresponde a uma tonelada e meia.
 

O financiamento teve período de carência?

Sim, o financiamento teve um período de carência, mas, infelizmente, nós não beneficiamos desse tempo, pelo facto de ter havido um atraso, de parte do nosso operador, que é o Banco de Fomento Angola (BFA). Este alegou ser um problema do BNA, que atrasou o pagamento das facturas aos fornecedores dos equipamentos até à montagem, o que fez com que tenhamos perdido o prazo de carência. Isso criou constrangimentos entre nós e o banco. Neste momento, estamos com problemas para a regularização da conta e há acções em curso junto do banco para negociar o perdão dos juros.
 

Qual foi o tempo de carência e quanto tempo perderam?

O projecto é para sete anos, a carência foi de um ano, e nós perdemos um ano e meio na espera dos equipamentos e montagem, o que quer dizer que ficamos cinco meses para além do tempo estipulado pelo banco, em 2016.

O Estado tem sido um fiel apoiante no investimento privado?

Na minha opinião não tem sido.

O que é que o Estado devia fazer mais?

Acho que incentivar mais e depois de concretizado o projecto ser acompanhado. Devia existir um fundo de apoio, caso o negócio esteja a necessitar de reforço financeiro. Acredito que qualquer projecto concebido no nosso país tem uma série de dificuldades, que, normalmente, não são previstas no estudo de viabilidade económica, como a desvalorização e outros pressupostos. Quando isso acontece, por exemplo, surgem  atrasos nos pagamentos nos bancos no exterior, a chegada tardia de equipamento e matérias-primas, bem como as elevadas taxas alfandegárias.
Deparamo-nos com muitos problemas, a princípio nos foi informado que todas as importações de bens e serviços feitas pelas empresas, beneficiárias do crédito Angola Investe, estariam isentas de taxas alfandegárias, mas, quando o material começou a chegar, vimos que tal não correspondia à verdade.
Pagámos mais de 270 mil dólares norte-americanos em direitos alfandegários. Isto acaba por criar dificuldades ao projecto. Neste momento, não temos capital próprio. Mesmo estando a vender a produção de ovos todos os dias, não conseguimos criar um capital para fazer uma importação de 30 ou 50 toneladas de ração que chegaria pelo menos para um mês, estamos a fazer importações pontuais dia sim, dia não, de 140 sacos e consumimos 55 sacos de 50 quilogramas por dia.
Esse factor acaba de pôr em risco qualquer projecto e, no nosso caso, o aviário deve manter bem alimentadas as galinhas para produzirem os ovos, pelo que pensamos que carece de muita atenção, porque, se alguma coisa correr mal, podemos perder as 23 mil 850 galinhas existentes actualmente e o projecto torna-se inviável.

No seu entender, acha que o Estado sufoca o investimento privado com excesso de presença na economia real?

Até hoje, temos observado um excesso de burocracias do próprio Estado e dos bancos, o que tem estado a sufocar muitos projectos.
 

O Estado está a preparar a introdução do IVA, acha que é uma medida boa para a economia?

Na minha opinião, o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) só vai substituir o imposto de consumo. A mudança é só na diferenciação. Mas, acredito que o Estado está a pôr os burros à frente das carroças, visto que, neste momento, o país tem muitos mais problemas por resolver, do que aplicar mais uma taxa ao povo que mal sobrevive.
 

No seu ponto de vista, o Governo devia evitar o IVA?

Não digo evitar o IVA, na sua totalidade, mas não temos que copiar outros países que aplicam a cobrança do IVA em  14 por cento, porque acredito que cada governo deve criar as leis consoante a sua realidade.
Acredito que, neste momento, para aquilo que é a realidade angolana, não é apropriado aplicar uma sobrecarga de 14 por cento do imposto, quando o de consumo era de 10 por cento. Portanto, só mudaram o nome de imposto de consumo para IVA.
 

Os empresários, quanto à sua percepção, estão prontos para o IVA?

Eu não vou falar em nome dos empresários a nível do país, mas precisamente do Cunene, onde as empresas têm problemas básicos de gestão. Muitas delas nem um programa de contabilidade dispõem e, por outro lado, aquelas que o têm, como é o nosso caso, por exemplo, a minha empresa, denominada “Gilmor”, tem um programa feito em Portugal, que é o GESPO, mas, quando foi montado, não existia o IVA. E, ao mudar o programa, teremos mais custos a pagar com a aquisição de nova licença para poder incluir o IVA.
 

Voltando ao seu negócio do aviário, já criou quantos postos de trabalho?

Temos 29 trabalhadores, dos quais 20 técnicos envolvidos na retirada e tratamento dos ovos e o restante estão distribuídos nas distintas áreas sociais e cozinha. Entre os trabalhadores, existem dois de nacionalidade cubana, sendo um médico veterinário e outro chefe do refeitório.

Os trabalhadores estão formados na área?

Recebemos os trabalhadores consoante os seus currículos, depois fomos dando formações intensivas relacionadas com a actividade de cada um no aviário.
 

Pensa algum dia exportar o excedente da sua produção de ovos?

A princípio, ainda não chegamos a pensar até aí. O que pretendemos fazer, a curto prazo, é duplicar a nossa produtividade, porque soubemos que os maiores aviários em Angola estão mais concentrados na parte norte do país. Na região sul, da Huíla ao Cunene, existem poucos aviários. Assim, primeiro iríamos servir a Nação e, depois, quando houver excedente, pensarmos em exportar.
 

Ainda há problemas no país e no Cunene, em particular, no fornecimento de energia eléctrica, através da rede pública. Como se tem aguentado neste aspecto?

Esse é um outro factor que tem influenciado negativamente no valor do produto final. Apesar de alguns constrangimentos, contamos com a rede pública e um gerador de serviço no aviário, que nos aguenta, quando não há energia eléctrica da rede pública. Por exemplo, em Abril último, passamos por uma avaria no sistema eléctrico da província, e gastamos mais de um milhão de kwanzas na compra de combustível para o gerador.

Como estão, actualmente, em termos de energia eléctrica?

Neste momento, estamos a consumir a energia da rede, mas tudo pode acontecer, porque nunca sabemos  quando não teremos energia eléctrica. Para agravar ainda mais a situação, as bombas também têm tido falta de combustível, o que nos tem obrigado a criar reservas para não sermos surpreendidos.
A outra preocupação está ligada à água: também fomos afectados pela seca. O projecto, no seu estudo de viabilidade, tinha dois furos para abastecer a nave, mas acabaram por secar e temos já um aumento nas nossas despesas na ordem dos 30 mil kwanzas/dia.
O Governo da província devia ver essa situação, porque estamos a dois mil metros de distância do Centro de Captação de Água do Oipembe. Já recorremos à Empresa de Água e nos dizem que não dispõem de material, seríamos nós a comprar e eles a montar, o que achamos incorrecto, mas não temos outra saída.
 

Quais são os vossos preços no consumidor final?

Nós temos um ponto de venda na cidade de Ondjiva, onde uma caixa que leva 12 cartões com 30 ovos cada custa 15 mil kwanzas, um cartão de 30 ovos a 1.250 kwanzas para os grossistas e 1.400 kwanzas aos retalhistas, e chegamos a facturar na venda diária cerca de 800 mil kwanzas.
 

Desde a sua inauguração quantos ovos já produziram e o valor arrecadado?

No período de seis meses, desde a abertura do aviário, em Dezembro de 2018, já produzimos três milhões e 500 mil ovos e já conseguimos arrecadar 99 milhões e 400 mil  de kwanzas resultantes das vendas.

Onde adquirem o material gastável?

O material gastável, como medicamentos e vacinas, adquirimos no país, na província do Namibe, mas também estamos a envidar esforços junto de uma empresa localizada na cidade do Lubango, província da Huíla, para nos passar a fornecer caixas e cartões para arrumação dos ovos.
 

Foi o único com projectos do género financiado pelo Angola Investe no Cunene?

Da informação que tenho, sim. Sou o único que beneficiou do financiamento para abrir aviário na província do Cunene. Soubemos que houve muitas propostas dos meus colegas no ramo, mas as condições propostas eram muito rígidas e a maior parte das empresas não estavam preparadas na apresentação da documentação e capacidade financeira própria.
Só para chegar até à aprovação do projecto, a nível do programa Angola Investe e do banco operador, gasta-se muito dinheiro. No meu caso, gastei do meu bolso mais de 150 mil dólares, e esta foi a parte que criou muitas dificuldades nos outros empresários.
Projectos do género passam primeiro por estudos de viabilidade económica, que não custam menos de três milhões de kwanzas, estudo de impacto ambiental, orçado em dois milhões de kwanzas, e o título de concessão de terra, avaliado em quatro milhões de kwanzas, e outros custos envolvidos.
 

Quem é Hermenegildo Leite?

Sou um empresário angolano. Estou neste mundo desde os meus 18 anos de idade. Em 1985/1989 adquiri uma fazenda com 35 hectares, em Benguela, onde produzia hortícolas, frutícolas e criação de animais, entre porcos e galinhas.
Com a aquisição de um camião, comecei a fazer transporte e venda dos produtos noutras províncias, bem como a fretar o camião a terceiros.
Em 1993, iniciei a actividade comercial, na área alimentar e de bebidas, tendo criado, para isso, uma empresa que fazia importações de mercadoria da Namíbia, nomeadamente açúcar, refrigerantes e cervejas.
Em 2000, mudei-me de Benguela para Ondjiva, onde continuei a exercer o comércio, importando bens alimentares da Namíbia para as províncias da Huíla, Namibe e Benguela, como empresário em nome individual, e em 2006 criei a GILMOR, LDA, em sociedade com a minha esposa, passando a comercializar  materiais de construção e artigos domésticos.
Em 2018 a empresa começou uma nova actividade, com o início do projecto aviário de Oipembe, único na produção de ovos no Cunene.

Hermenegildo Acácio Duarte da Nova Leite, nascido em Malanje, em 24 de Dezembro de 1964. Estudou em Cuba, entre 1979 a 1983, tendo-se formado na área de electrónica, entre 1983-1985.  

Foi quadro da então Televisão Popular de Angola, hoje Televisão Pública de Angola, em Luanda, como técnico de electrónica e transferido para a sua representação em Benguela, em 1984.

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