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28 Abril de 2018 | 16h50 - Actualizado em 28 Abril de 2018 | 16h50

Angola e Cuba unidos por laços fraternos

Luanda - As relações entre Angola e Cuba são fortes e continuarão a ser preservadas, como um legado para as futuras gerações que hão de sentir-se orgulhosas por pertencerem a estes dois povos, afirmou a nova embaixadora cubana no país, Esther Gloria Armenteros Cárdenas.

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Embaixadora de Cuba em Angola, Esther Gloria Armenteros Cárdenas

Foto: Cedida/RAUL BOOZ

Embaixadora de Cuba em Angola, Esther Gloria Armenteros Cárdenas

Foto: Cedida/RAUL BOOZ

Em entrevista à Angop, neste sábado, em Luanda, a diplomata expressou total disponibilidade em trabalhar para o fortalecimento dos históricos laços de irmandade entre os governos e povos dos dois países, mediante o estabelecimento de novas parcerias.

“Nada mudará o curso das relações entre Angola e Cuba, forjadas em momentos difíceis e marcadas por uma cooperação profícua, nos domínios político, diplomático, cultural, económico e social”, vincou.

Declarou que o novo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, eleito a 19 de Abril de 2018, é de continuidade, porquanto está “completamente identificado com os princípios e os valores da revolução, defendidos por Fidel e Raul Castro.

De igual modo, enfatizou a determinação do Presidente da República de Angola, João Lourenço, em manter e aprofundar os laços de amizade e cooperação entre os dois países, sentimento expresso na mensagem de felicitação a Miguel Díaz-Canel, pela sua eleição ao cargo de Chefe de Estado de Cuba.

A embaixadora cubana augura por mais envolvimento da classe empresarial dos dois países, através da troca de experiência e serviços.

Neste sentido, Esther Cárdenas ambiciona ver um maior número de empresários angolanos a investir em Cuba, em áreas como a do comércio, turismo e outras susceptíveis de criar riqueza para o benefício recíproco.

Dois mil cubanos cooperam em Angola

Segundo a diplomata, neste momento existem em Angola dois mil cooperantes colocados em distintos sectores, com realce para os da saúde, educação, energia e construção, no sentido de manter e elevar as relações.

“Tal como Cuba ajudou Angola nos momentos mais difíceis da sua história, os cubanos continuarão presentes em termos de assistência técnica para a construção de uma sociedade que tenha em conta as necessidades do seu povo”, disse.

Para a diplomata, a prosperidade dos angolanos passa pela melhoria dos índices de saúde e da educação, daí a necessidade de se direccionar o foco da cooperação entre Angola e Cuba, para que este desiderato seja um facto a médio e longo prazo.

Para tal, anunciou a realização, este ano, em Angola, da XIV Sessão da Comissão Bilateral Interministerial Angola-Cuba, para avaliar o grau de execução das metas traçadas no último encontro, ocorrido em Fevereiro de 2017, em Havana, e propor novos desafios.  

Noutra vertente da entrevista, Esther Cárdenas deplorou o embarque imposto a Cuba pelos Estados Unidos da América (EUA), desde 1961, e apelou aos países amigos, dentre os quais Angola, no sentido de continuarem a persuadir a nova administração americana para mudar o cenário.

Para a embaixadora, é injusto que a autodeterminação do povo cubano continue a perturbar sectores conservadores da sociedade norte-americana, numa altura em que os novos ventos primam pela paz e solidariedade entre as nações.

Perfil

A diplomata entregou as cartas credencias ao Presidente angolano, João Lourenço, a 16 de Fevereiro de 2018.

Esther Cárdenas, que substituiu a embaixadora Gizela Garcia Rivera, é jornalista de profissão, tendo trabalhado como repórter da Agência Latina Americana “Prensa Latina”, por um período de dois anos.

Depois disso, na década de 1970, mudou-se para a diplomacia, tendo trabalhado no Ministério das Relações Exteriores de Cuba, onde ocupou o cargo de directora para a África, durante cinco anos.

Posteriormente, foi transferida para as Nações Unidas, em Nova Iorque, onde prestou serviços na Secção de Imprensa, antes de exercer as funções de embaixadora na Namíbia, África do Sul e na Grã-Bretanha.

Esther Cárdenas congratula-se pelo facto de ter sido indicada para representar os interesses do Estado cubano em Angola, num momento em que nos dois países ocorrem processos de transição de lideranças.

Histórico 

À luz da ajuda militar por parte dos internacionalistas cubanos (1974-1991), as relações bilaterais entre Angola e Cuba transformam-se, paralelamente, numa longa cooperação em vários domínios.

Apesar do abrandamento registado entre 1991 e 2002, as relações diplomáticas entre Angola e Cuba mantêm a mesma vitalidade desde que foram estabelecidas, a 15 de Novembro de 1975, dai serem consideradas magníficas e de irmandade.

O primeiro convénio de cooperação entre ambos os países remonta de Fevereiro de 1976 e versou os sectores da saúde e da educação, tendo registado, até ao momento, a passagem de muitos profissionais cubanos do ramo em várias províncias de Angola.

Observadores cubanos e angolanos sustentam que o respeito e a irmandade foram fundamentais para o fortalecimento das relações entre os dois Estados que, desde 1975, envidam esforços na preservação da autodeterminação dos povos e no desenvolvimento dos respectivos países.

Assuntos Cooperação  

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