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18 Abril de 2019 | 16h28 - Actualizado em 18 Abril de 2019 | 16h28

Jornalista defende abordagem sobre futuro da comunicação social

Luanda - A directora executiva do Diário de Notícias de Portugal, Catarina Carvalho, considera importante discutir sobre os desafios da comunicação social, num momento de transição e de mudança, marcado pelo surgimento das redes sociais e, consequentemente, das ?fake news? (falsas notícias).

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Directora executiva do Diário de Notícias de Portugal, Catarina Carvalho

Foto: Clemente dos Santos

“É bom que as pessoas tenham essa capacidade de falar, intervir e agir civicamente no mundo e procurar fazer o melhor, aprendendo com os erros dos outros”, defendeu a jornalista, quando apresentava o tema “O comportamento dos jornalistas nas redes sociais”, na conferência internacional sobre “Os Desafios da Comunicação Social Angolana”.

O evento foi realizado em Março último, em Luanda, sob os auspícios do Ministério da Comunicação Social, que visou debater os fenómenos resultantes do advento da pós-verdade e das “fake news”, na perspectiva de se encontrar as melhores formas para fazer face ao fenómeno.

Na visão da Catarina Carvalho, o negócio da média está cada vez mais esgotado e corre o risco de desaparecer, devido às grandes plataformas de informação digital, que têm retirado grande parte do investimento publicitário que pertencia aos órgãos de comunicação social.

Sustentou que a maior parte dos jornais do Mundo consegue manter o negócio, através da publicidade ou de dinheiros investidos por milionários, porém, com a falta de verbas para pagar a produção dos conteúdos do jornalismo, é difícil suportar as despesas.

“Em função disso, as empresas americanas, por serem muito dinâmicas, resolveram reduzir o seu quadro de trabalhadores, porque perceberam que o negócio já não é tão grande como poderia ser”, disse.

Acrescentou que, com isso, não se sabe muito bem o que vai acontecer ao jornalismo futuramente, revelando que em Fevereiro último, foram despedidos cerca de dois mil jornalistas nos Estados Unidos, “mesmo sendo considerado um país exemplo de sucesso no mundo da comunicação social”.

Catarina Carvalho explicou que todas as regras internacionais indicam que os jornalistas devem ter um comportamento nas redes sociais idêntico ao que têm nos seus órgãos de comunicação social, postando publicações com responsabilidade e verdade, caso se deparem com uma “fake news”.

“Deve antes investigar a notícia, saber qual é a sua fonte de informação e confirmar por todos os meios, sejam tecnológicos ou os mais tradicionais, através de telefones”, alertou.

A jornalista disse que, no caso de a publicação ser feita na conta pessoal do jornalista, o código de ética de vários jornais do mundo aconselha os profissionais a terem bom senso, calma e a não partilhar nada que possa prejudicar o trabalho jornalístico.

“Eles defendem que o jornalista é, em todas as circunstâncias, jornalista, por isso deve ter cuidado com o que publica nas redes sociais”, concluiu.
 

Assuntos Angola  

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