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22 Junho de 2019 | 20h02 - Actualizado em 22 Junho de 2019 | 21h59

Empresário angolano destaca ambiente de negócios no país

Luanda - O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Grupo Opaia, Agostinho Kapaia, destacou as mudanças que o Governo angolano tem levado a cabo no que tange à melhoria do ambiente de negócios e atracção de investimentos externos para o país.

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Presidente do conselho directivo da Comunidade das Empresas Exportadoras Internacionalizadas de Angola (CEEIA), Agostinho Kapaia

Foto: Adão João Pedro

O gestor angolano fez este pronunciamento durante a 26ª reunião anual do Afreximbank-2019 (um dos mais importantes fóruns de cooperação económica e comercial entre empresários africanos), realizada de 19 a 22 de Junho do ano em curso, em Moscovo, Rússia.

Apontou o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) como uma ferramenta primordial para a promoção das exportações e diminuição das importações.

Realçou o facto de o programa, gizado pelo Executivo angolano, oferecer grandes oportunidades de investimentos na área da indústria e no desenvolvimento da cadeia de valores dos mais variados sectores da economia do país.

Por outro lado, sublinhou o combate à corrupção em curso no país, entre outras medidas que visam à abolição dos monopólios e facilitação de vistos de entrada entre Angola e vários países africanos.

Agostinho Kapaia, que representou a classe empresarial angolana no evento, foi orador em dois painéis, tendo em conta a relevância dos seus investimentos e à sua dedicação nas actividades do Afreximbank.

O primeiro painel versou sobre a "Diversificação de Exportação para Transformação Económica: insights de líderes corporativos”, enquanto o segundo abordou a "Cooperação de Investimento Rússia-África: experiência e perspectivas".

Aludiu que hoje a diversificação das economias é uma realidade de extrema importância, sobretudo no continente africano, por este se encontrar num momento “crítico” do seu desenvolvimento.

“As políticas que forem adoptadas agora determinarão com que rapidez o continente vai acelerar o seu crescimento e criar prosperidade para todos”, disse, lembrando que os objectivos da Agenda 2063 da União Africana (UA), estabelece um modelo para o continente que se pretende construir.

Por outro lado, notou que as exportações desempenham um papel fundamental no crescimento económico e no alívio do financiamento de restrição externa das economias, traduzindo um equilíbrio na balança de pagamentos dos países.

A este respeito, o PAC do Grupo Opaia observou que a nível global, o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em África tem oscilado nos últimos tempos, com índices de recuperação desde os dois últimos anos.

“Embora com uma recuperação muito modesta, prevista para o presente ano, a tendência decrescente é uma preocupação de longo prazo para África, já que o IDE é crucial para acelerar a industrialização e o desenvolvimento sustentável", argumentou.

Neste sentido, alertou para a grande oportunidade que os investidores russos têm, no sentido de reverem as estratégias e retomarem as suas relações, de modo a intensificar a cooperação em diversos sectores nos países africanos, particularizando Angola. 

 “A África precisa de mais instituições comprometidas em financiar o desenvolvimento e transformação estrutural sustentável do continente, como o Afreximbank”, referiu, ao mesmo tempo que defendeu melhores taxas de juro para os africanos, em relação as utilizadas actualmente.

Na qualidade de PCA do Grupo Opaia, Agostinho Kapaia assinou um contrato de parceria com a empresa coreana Colon, para investimentos em Angola no sector farmacêutico, onde o Afreximbank é o financiador.

Assuntos Economia  

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