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12 Dezembro de 2009 | 16h26 - Actualizado em 12 Dezembro de 2009 | 16h26

Catalães votam domingo em referendo não-oficial sobre independência

Espanha

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     Barcelona - Mais de 700 mil cidadãos da Catalunha (Espanha) podem participar domingo em 167 referendos paralelos, todos organizados pela sociedade civil e sem reconhecimento oficial, sobre a independência desta região espanhola.

 
      A acção está a ser promovida por uma plataforma da sociedade civil mas conta com o apoio de cinco partidos catalães (CDC, ERC, ICV, CUP e Reagrupament) e contará até com observadores nacionais e internacionais, segundo informou a Coordenadora Nacional das consultas. 


      Em termos globais, serão ouvidas as opiniões de eleitores em 29 comarcas da Catalunha, tendo sido criado um sistema informático centralizado que "garante a transparência do processo eleitoral" e analisará os resultados dos 252 locais de voto. 


     Pelo facto das consultas não serem oficiais, as votações terão que se celebrar em locais como centros comunitários e ginásios. 


      Uriel Bertran, um dos elementos da Coordenador Nacional, apelou já aos eleitores das zonas onde haverá consulta para "uma participação massiva", o que daria ao voto "legitimidade". 


      Independentemente do resultado, considerou, consultas como esta "geram expectativas de se poder avançar paras a plena soberania" da região, afirmou.


      A cada um dos eleitores será perguntado se "está de acordo que a nação catalã se converta num Estado de Direito independente, democrático e social integrado na União Europeia". 


      Uma pergunta idêntica tinha já sido formulada na primeira consulta deste tipo, a 13 de Setembro, na pequena localidade de Arenys de Munt (8.00 habitantes) onde 96 por cento dos 41 por cento de eleitores declararam apoiar a independência.


    Os votos ocorrem numa altura em que o futuro da Catalunha permanece suspenso de uma decisão do Tribunal Constitucional sobre um recurso apresentado pelo PP ao estatuto da Catalunha, a lei que governa a autonomia e o seu relacionamento com o Estado. 


    Ainda não há data para esta decisão do Tribunal mas alguns observadores sugerem que o tribunal pode declarar parte do Estatuto inconstitucional o que, a ocorrer, poderia provocar uma convulsão governativa na região.