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11 Agosto de 2009 | 18h52 - Actualizado em 11 Agosto de 2009 | 18h51

Justiça admite investigações sobre IURD noutros países, entre os quais Portugal

Brasil

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Brasília - A Justiça de São Paulo estuda a possibilidade de pedir a colaboração das autoridades de outros países, entre os quais Portugal e nações africanas, para reunir informações que possam ajudar no processo contra a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). 


A informação foi dada à Lusa pelo Ministério Público (MP) de São Paulo, que acusou o bispo Edir Macedo e outras nove pessoas ligadas à IURD por formação de associação criminosa e lavagem de dinheiro. 


"Está a ser estudada a possibilidade de um pedido formal de cooperação internacional para buscar novos elementos que possam contribuir na investigação", salientou o Ministério Público. 

 
Fonte do órgão avançou ainda à Lusa que as investigações podem estender-se a todos os países "onde houver templos da Igreja Universal e indícios de emissão de recursos". 


Isto aplica-se a Portugal, admitiu, e a África, onde a IURD está presente em praticamente todos os países. 


Somente em Angola há 400 templos, segundo informações da própria IURD à agência Lusa.

    
Já na África do Sul, na cidade de Soweto, está o maior templo desta igreja no continente africano, com capacidade para oito mil pessoas sentadas - um investimento de 20 milhões de dólares (14 milhões de euros). 


Actualmente, a IURD está presente em mais de 172 países e, somente no Brasil, conta com cerca de 6.500 templos. 


As investigações do Ministério Público, iniciadas em 2007, apontam que a movimentação suspeita da Igreja Universal chega a 4.000 milhões de reais (1.533 milhões de euros) de 2003 a 2008. 


Dados do Conselho de Controlo de Actividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Ministério brasileiro da Fazenda, revelam também que, somando transferências atípicas e depósitos bancários feitos por pessoas ligadas à Igreja, o volume financeiro da IURD de Março de 2001 a Março de 2008 foi de 8.000 milhões de reais (trê mil milhões de euros). 


Segundo os promotores que assinam a acusação, há um esquema envolvendo empresas de fachada, que remetia para o exterior dinheiro de doações de fiéis.

  
Depositado em paraísos fiscais, o dinheiro voltava ao Brasil em forma de contratos utilizados para a aquisição de empresas. 


Somente em dízimos, a IURD arrecada no Brasil cerca de 1,4 mil milhões de reais (540 milhões de euros) por ano. 


A acusação do MP afirma que "Edir Macedo e os demais acusados servem-se há cerca de 10 anos da Igreja Universal do Reino de Deus para a prática de fraudes em detrimento da própria Igreja e de inúmeros fiéis".