Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

02 Outubro de 2009 | 18h44 - Actualizado em 02 Outubro de 2009 | 18h44

Palestinos desistem de acusar Israel de crimes de guerra na ONU

EUA/ONU

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar


 
Nova Iorque, EUA - Em um acto surpreendente, a delegação palestiniana na ONU (Organização das Nações Unidas) desistiu de levar suas acusações contra Israel por crimes de guerra ao Conselho de Direitos Humanos da instituição, nesta sexta-feira.


As acusações estavam baseadas em um relatório elaborado por uma missão da ONU.


O relatório, presidido pelo juiz sul-africano Richard Goldstone, foi apresentado na semana passada ao mesmo Conselho de Direitos Humanos, onde recebeu críticas não só de Israel mas também dos Estados Unidos.


Ele dizia que a ofensiva de Israel foi contra "o povo de Gaza em conjunto" e seguiu "uma política de castigo", mas pondera que também o que os grupos armados palestinos que disparam foguetes contra as cidades do sul de Israel sem distinguir entre alvos civis e militares.


Os palestinos afirmaram ter retirado as acusações temporariamente para angariar apoio e demonstraram intenção de retomar o assunto em Março que vem.

O embaixador palestino, Ibrahim Khraishi, afirmou, no entanto, que a sua delegação não desistiria de continuar "por caminhos legais". "[A votação] será indeferida até a próxima sessão, dando mais tempo para todas as partes, israelitas e palestinas, discutir o relatório histórico", afirmou Khraishi.

O relatório diz que a ofensiva de Israel foi contra "o povo de Gaza em conjunto" e seguiu "uma política de castigo". "Israel não adotou precauções requeridas pelo direito internacional para limitar o número de civis mortos ou feridos nem os dados materiais", acusa o texto, que traz diversas denúncias de má conduta contra militares israelitas.

O texto diz que Israel "cometeu crimes de guerra e, possivelmente, contra a humanidade", mas pondera que também o fizeram os grupos armados palestinos que disparam foguetes contra as cidades do sul de Israel sem distinguir entre alvos civis e militares --justamente o argumento de Israel para a ofensiva.

Quase 1.400 palestinos e 13 israelitas morreram durante os enfrentamentos, entre 28 de dezembro de 2008 e 18 de janeiro, quando Israel invadiu Gaza com o argumento de tentar deter o lançamento de mísseis, por parte do Hamas, contra seu território.

No relatório, Goldstone recomendou ao Conselho de Segurança da ONU que levasse o assunto para o TPI (Tribunal Penal Internacional) se Israel e palestinos não conduzirem investigações domésticas consistentes em seis meses.

O Paquistão pediu que o assunto não fosse esquecido e que a decisão fosse adiada para dar "mais tempo e consideração" para a questão. O enviado do Paquistão na ONU, Zamir Akram, acusou a desistência palestina desta sexta deve ocorrer devido à "imensa pressão dos EUA".