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08 Outubro de 2009 | 17h06 - Actualizado em 08 Outubro de 2009 | 17h06

Pesquisadores decifram a estrutura tridimensional do genoma humano

EUA

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 Washington - Pesquisadores americanos decifraram a  estrutura tridimensional do genoma humano, que abre o caminho para novas
descobertas nas funções e estruturas genómicas, segundo trabalho publicado  nesta quinta-feira na revista Science.


   "Ao decompor o genoma em milhões de peças, criamos um mapa em três  dimensões que revela em detalhe as relacões entre todas essas peças", explica  Nynke van Berkum, da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts e  um dos principais autores do estudo.


    "Fizemos um quebra-cabeças tridimensional fantástico e, em seguida, o  resolvemos com a ajuda de um computador", acrescentou.
    Para isso, os cientistas utilizaram uma nova tecnologia baptizada "Hi-C",  que permite que respondam a questões que até agora não tinham resposta e que  consiste em explicar como cada uma das células do corpo pode conter cerca de  três biliões de pares de base de DNA funcionando perfeitamente.


    "Sabemos há algum tempo que, em pequena escala, o DNA é uma dupla hélice", afirmou Erez Lieberman-Aiden, pesquisador da Escola de Engenharia de Harvard  (Massachusetts) e co-autor do estudo.


    Se desenrolada completamente esta dupla hélice, o genoma contido em cada  célula mediria dois metros de extensão. 


    Os cientistas não compreendiam como era possível que esta estrutura  estivesse inserida no núcleo de uma célula humana com um diâmetro de um  centésimo de milímetro, acrescentou.


    Esta nova tecnologia permite solucionar o mistério, asseguram os  cientistas.


    Eles descobriram que o genoma humano está organizado em dois  compartimentos distintos: os genes activos acessíveis às proteínas estão  separados do DNA inutilizado, que fica armazenado.


    Os cromossomos passam de um compartimento para o outro continuamente e seu  DNA se activa e desactiva.


    Esta pesquisa destaca também o facto que o genoma adopta uma forma de organização descrita na matemática como "fractal", que permite às células  aglomerar o DNA de uma maneira extremamente apertada.


    Por isso, a densidade da informação contida no núcleo da célula é milhares  de milhões de vezes maior que a de um chip de computador, e evitam  estrangulamentos que poderiam interferir na capacidade da célula para ler a  informação do próprio genoma que abriga.


    Além disso, o DNA pode facilmente desenrolar e se enrolar novamente  durante as diferentes actividades do gene.


    "A natureza encontrou uma solução assombrosamente elegante para armazenar  a informação sob a forma de uma estrutura superdensa e sem nós", observa Eric  Lander, director do Broad Institute, professor de biologia do el Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e principal autor do estudo.