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02 Março de 2010 | 10h32 - Actualizado em 02 Março de 2010 | 10h32

Chávez diz que juiz espanhol e EUA armaram denúncia

Venezuela

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Caracas - O presidente venezuelano Hugo Chávez qualificou, segunda-feira, de armação "orquestrada" entre Estados Unidos e um juiz espanhol as denúncias de que o seu governo ajudou a organização separatista basca ETA e a guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) a formar activistas para a prática de atentados.


"É como uma orquestra, fizeram um acerto: na Espanha, a realíssima Audiência (Nacional), em Washington (...) Isto não é casual, é orquestrado, e por trás de tudo está o império yanqui", disse Chávez à imprensa venezuelana.


"É uma armação contra nós, mas respondemos com alegre fervor pátrio, com unidade. Não nos atinge o que o império faz contra nós".


Segundo o juiz espanhol Eloy Velasco, da Audiência Nacional, principal instância penal espanhola, o governo Chávez "cooperou" com uma associação entre a ETA e as Farc para a guerrilha colombiana formar activistas visando a realização de atentados na Espanha contra personalidades colombianas.


Velasco acredita que o presidente Uribe foi incluído numa lista de possíveis objectivos das Farc na Espanha, para cujo eventual assassinato pediram ajuda à ETA.


De acordo com o juiz, as Farc chegaram a vigiar o ex-presidente colombiano Andrés Pastrana, que vivia em Madrid, e a embaixada colombiana, considerando-os objectivos fáceis "desde que contassem com a ajuda da ETA".
   

As Farc "pediram a membros da ETA colaboração para localizar na Espanha", além de Pastrana e Uribe, outras personalidades, como o vice-presidente colombiano Francisco Santos.


Velasco afirma que seis supostos membros da ETA e sete das Farc "utilizaram a cooperação governamental venezuelana na colaboração ilícita entre as Farc e a ETA".


O juiz cita como uns dos promotores desta "associação" o suposto membro da ETA Arturo Cubillas Fontán, casado desde 1990 com a venezuelana Goizeder Odriozola Lataillade, que ocupou diversos cargos no governo Chávez.


O chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou que Madrid já pediu explicações a Caracas.