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19 Outubro de 2010 | 11h16 - Actualizado em 19 Outubro de 2010 | 11h16

Príncipe William quer servir no Afeganistão

Reino Unido

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Londres - O príncipe William, segundo na linha de sucessão à Coroa britânica, declarou a sua vontade de lutar no Afeganistão, como publica nesta terça-feira o jornal britânico "The Daily Telegraph".

O príncipe, que concluiu neste mesmo mês a sua formação na marinha como copiloto de helicóptero de resgate e que já se graduou como piloto do Real Força Aérea (RAF), expressou a sua frustração por não ter se unido às tropas britânicas que combatem os talibãs devido a questões de segurança.

William reconhece, no entanto, que existem alguns argumentos "ligeiramente válidos" para que não siga os passos do seu irmão, o príncipe Harry, que passou 10 semanas servindo na base militar de Helmand, no sul do Afeganistão, em 2008.

O príncipe que previsivelmente se transformará algum dia no chefe das Forças Armadas do Reino Unido continua decidido a servir no Afeganistão antes da retirada do país das tropas britânicas, prevista para 2015.

O príncipe fez as declarações num documentário para televisão sobre a sua visita a Botsuana este mesmo ano e no qual o primogênito do príncipe Charles e de Lady Di fala além do tempo que passou no Regimento de Cavalaria em 2006.

"Meu coração estava no Exército e esse foi o motivo pelo que me engajei. É uma pena que não tenha conseguido ir ao Afeganistão. Há argumentos ligeiramente válidos para justificar que não possa ir, mas muitos são mera publicidade. Ainda não perdi a esperança de ir", afirmou.

Nesta quarta-feira, a rede britânica "Sky 1" transmitirá o documentário no qual William fala também de sua mãe.