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09 Fevereiro de 2011 | 19h32 - Actualizado em 09 Fevereiro de 2011 | 19h32

Sortu, novo partido basco, não pede dissolução do ETA

Espanha

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Madrid - Os integrantes do Sortu, o novo partido que tem no seu projecto a independência do País Basco, evitaram pedir a dissolução e o abandono definitivo das armas por parte do ETA, embora insistam que renegam toda forma de violência, o que inclui a organização separatista.

Hoje, cinco representantes do novo partido registaram os estatutos do Sortu ("criar" ou "nascer" em basco) na sede do
Ministério do Interior, em Madrid.


 
Um dos porta-vozes da agremiação, Iñaki Zabaleta, afirmou mais tarde, em conversa com jornalistas, que o Sortu é um
partido democrático que busca a independência do País Basco por vias pacíficas e que de forma alguma é um
sucessor do Batasuna, proscrito em 2003 pelos seus vínculos  com o ETA.

Mas Zabaleta esquivou-se da pergunta de um jornalista sobre se o Sortu está disposto a exigir a dissolução do ETA.

"Nós temos dito que o Sortu é um projecto novo, que nasce de uma ruptura com o passado, que renega, rechaça
qualquer tipo de violência. Esta é a nossa resposta".

A criação do Sortu, anunciada na última segunda-feira, pressupõe um passo significativo nos movimentos do ETA,
que em Setembro declarou uma trégua unilateral e em Janeiro ampliou a declaração para "cessar-fogo permanente,
geral e verificável" pela comunidade internacional, mas não mencionou o abandono das armas.

Apesar disso, o governo espanhol afirmou que enviará os estatutos para a Procuradoria Geral do Estado para verificar
se cumprem ou não a legislação espanhola, que exige uma condenação expressa a qualquer tipo de violência.

Se a procuradoria impugnar o pedido, a sala especial do Supremo Tribunal decidirá se o Sortu cumpre os requisitos
legais como partido político.