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22 Fevereiro de 2011 | 18h14 - Actualizado em 22 Fevereiro de 2011 | 18h14

Conselho de Segurança discute situação na Líbia

ONU

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Nações Unidas - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) começou nesta terça-feira uma reunião, a pedido do embaixador adjunto da Líbia perante o organismo internacional, para discutir a grave crise que atinge o país norte-africano.


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e a alta comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, expressaram a sua preocupação pelo crescimento da violência na Líbia, dirigida desde 1969 pelo coronel Muammar Kadafi, que reprimiu de maneira sangrenta as manifestações contra o seu regime.


A reunião do Conselho de Segurança, segundo indicou Ban, foi organizada a pedido do embaixador adjunto da Líbia perante a ONU, Ibrahim Dabbashi, que solicitou que o principal órgão de segurança debatesse de maneira urgente o assunto.


O Exército e as Forças de segurança líbias reprimiram na segunda-feira os protestos em Trípoli e outras cidades do país com disparos e bombardeamentos de aviões de combate e helicópteros, o que poderia ter ocasionado entre 300 e 400 mortes, segundo a Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH).

Outras fontes, citadas pela imprensa, como a emissora de televisão Al Yazíra, apontaram nesta terça-feira que na segunda maior cidade líbia, Benghazi, morreram pelo menos 300 pessoas, segundo fontes médicas.


Fontes da oposição acusaram o regime de Kadhafi de usar mercenários estrangeiros para reprimir os protestos que ocorreram na semana passada e que buscam a renúncia do líder líbio.


Dabbashi, que na segunda-feira indicou aos meios de comunicação que desde a sexta-feira não teve contacto com o embaixador do seu país perante a ONU, Abdurrahman Mohamed Shalgham, indicou que Kadhafi deve "deixar o poder o mais rápido possível".


Ban, que nesta terça-feira está em Los Angeles, nos Estados Unidos, para assistir a um fórum relacionado com as Nações Unidas, qualificou de "inaceitáveis" os ataques contra a população civil e o considerou "uma séria violação da lei humanitária internacional".


"Já houve suficiente derramamento de sangue na Líbia", disse o principal responsável da ONU em Los Angeles, segundo assinalou o organismo internacional.