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16 Maio de 2012 | 17h49 - Actualizado em 16 Maio de 2012 | 17h49

Facebook pode não ser o negócio do século

EUA

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EUA                    
               Washington - O Facebook é um gigante da internet que ganhará muito dinheiro durante muitos anos, mas isso não significa que a sua abertura de capital seja o negócio do século para aqueles interessados em comprar as suas acções, na sua estreia no mercado na sexta-feira.


               O pedido dos investidores está tão forte que, no curto prazo, parece realmente um bom negócio. Contudo, muitos analistas são cépticos quanto à valorização da empresa, uma vez que a sua capitalização em bolsa, que pode chegar aos 104 biliões de dólares, representa mais de 60 vezes o lucro esperado para este ano e 40 vezes mais que o esperado para 2013.


               Em média, as acções do Nasdaq e da Bolsa de Nova Iorque - onde serão negociadas as acções do Facebook sobre o símbolo FB - têm uma valorização que representa cerca de 20 vezes o lucro da empresa. O coeficiente de capitalização dos resultados do Google - competidor directo do Facebook - é de 18,5.


               Além disso, os últimos resultados financeiros da rede social revelam uma desaceleração do crescimento dos seus ingressos publicitários, uma alta dos custos e um ganho pífio com o aplicativo do Facebook para celulares.


               "É muito possível que a empresa esteja supervalorizada", diz o analista Rick Summer, da Morningstar. Segundo ele, o valor de uma acção do grupo não deveria superar os 32 dólares, sendo que pode chegar a 38.


               Para Trip Chowdhry, da Global Equities Research, as expectativas devem de facto ultrapassar os fundamentos da
companhia e o seu futuro é incerto.


               "Tudo dependerá de o Facebook conseguir continuar a dominar a publicidade digital e da empresa manter o controlo dos dados pessoais dos usuários, objecto de desejo dos anunciantes", diz Chowdhry.


               Segundo ele, o Facebook poderá levar vários anos para justificar a sua actual capitalização: os ingressos podem crescer rapidamente com a publicidade na internet, mas não os lucros, estima.


               Nesse sentido, o Facebook deve realizar importantes investimentos em pessoal, equipamento, compra imobiliária e aquisições, como a do aplicativo para compartilhar fotos, Instagram, por 1 bilião de dólares.


               Com a forte demanda, a empresa anunciou nesta quarta-feira um aumento de 25 por cento no número de acções que colocará à venda na sua entrada na bolsa, provavelmente na sexta-feira, o que pode significar quase 16 biliões de dólares a mais em captação.


               Segundo um comunicado, o Facebook colocará no mercado mais de 421 milhões de acções, contra 337 milhões anunciados previamente, com a possibilidade do total de títulos superar 484 milhões no caso de uma forte demanda dos investidores.


               O Facebook não deu explicações sobre o aumento do número de acções colocado à venda, que sairá apenas no aporte adicional ao mercado de acções.


               A operação valorizaria o grupo entre 85 e 104 biliões de dólares, incluindo todas as opções sobre acções que podem ser exercidas.