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10 Junho de 2013 | 05h24 - Actualizado em 10 Junho de 2013 | 05h24

Investigadores decifram genoma do pato-real

França

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Paris -- O genoma do pato-real, espécie que está na origem da maioria dos patos domésticos, foi decifrado e pode ajudar a compreender melhor os mecanismos de defesa contra a gripe aviária, anunciou hoje uma equipa internacional de investigadores.   


 
Tal como os galináceos, o pato constitui uma das principais fontes de carne, ovos e penas da economia mundial, mas é também o primeiro "reservatório natural" dos vírus da gripe das aves (gripe A).   


 
Na maior parte das vezes as estirpes da Gripe A são relativamente inofensivas para o pato, mas este equilibro muito antigo entre a espécie animal e o vírus foi quebrado com o surgimento dos vírus tipo H5N1.   


 
Estirpes do vírus têm causado surtos entre as aves em mais de 60 países, com mais de 600 casos humanos registados até agora e uma taxa de mortalidade na ordem dos 59 por cento nos seres humanos, noticia a AFP.  


 
Recentemente, outros vírus da gripe aviária, como o H9N2, H7N2 e H7N9, infetaram também os seres humanos, principalmente na Ásia.  


 
Ao sequenciar o genoma do pato-real (Anas platyrhynchos), os investigadores estão particularmente centrados nos genes envolvidos na imunidade para compará-los com os de outras três espécies de aves cujo DNA já é conhecido: a galinha, o peru e o diamante mandarim (Taeniopygia guttata), um pequeno pássaro originário do centro da Austrália, que existe em Portugal como espécie introduzida.


 
 
O repertório genético imunitário do pato é geralmente "similar" ao da galinha e ao do diamante mandarim, mas "tem também genes que não estão presentes nas outras três espécies", afiram os autores no estudo publicado na revista britânica Nature Genetics.  


 
Por outro lado, o pato tem alguns destes genes em duplicado, ao contrário da galinha. Tal poderá explicar por que razão o seu sistema imunológico reage melhor do que outras aves, contra a gripe das aves, afirmam os investigadores.