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19 Junho de 2013 | 17h13 - Actualizado em 19 Junho de 2013 | 17h13

Três protestos pacíficos na periferia de São Paulo

Brasil

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São Paulo - Pelo menos três protestos pacíficos ocorreram hoje na periferia e na região metropolitana de São Paulo, algumas horas após a manifestação de 50 mil pessoas na noite de terça-feira, no centro da cidade.  


 
Na zona sul do município, os manifestantes cortaram duas avenidas importantes para a região, a M'Boi Mirim e a Francisco Morato. 

 
 
Segundo a imprensa local, estes protestos são liderados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Tecto (MTST), e têm uma lista extensa de reivindicações, entre elas a chegada do metro à periferia, a duplicação de avenidas e a diminuição no preço dos bilhetes dos transportes públicos.  


 
Em São Bernardo do Campo, na região metropolitana da cidade, mais de uma centena de manifestantes do MTST bloquearam a auto-estrada Anchieta, que liga a capital a cidades do litoral do Estado de São Paulo. O grupo protesta contra as tarifas altas dos transportes, o alto custo de vida e o preço pago pela organização do Mundial de Futebol 2014.  


 
Na noite de terça-feira, grupos levaram a cabo pilhagens em lojas do centro da cidade de São Paulo, no fim de um protesto que seguia predominantemente pacífico. Ao todo, 63 pessoas foram detidas.  

 
Um mural que falava sobre o Mundial2014 na avenida Paulista foi incendiado, e o Theatro Municipal foi pichado, após uma tentativa frustrada de invasão.


 
 
Por seu lado, a Juventude do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT), divulgou um comunicado pelo Facebook nesta semana, referindo que não participaria em protestos por acreditar que estes se tinham transformado em "movimento político" contra o governo do estado.  


 
Já no site do grupo, foi divulgada uma nota que afirma que os jovens do partido participam nos movimentos sociais como "cidadãos brasileiros", mas independentes de instituições partidárias. "Quanto mais tentarem partidarizar o processo, mais longe estarão de entendê-lo", dizem.

 
 
Os protestos começaram no início de Junho em São Paulo, exclusivamente contra a subida das tarifas dos transportes públicos, mas estenderam-se a outras cidades no Brasil e de outros países.

 
 
A repressão policial às manifestações motivou outras pessoas a protestarem pela paz e pelo direito de manifestação, bem como outras queixas, entre quais corrupção e a falta de transparência.  


 
Em particular, as manifestações criticam os elevados gastos com a organização de eventos desportivos como o Mundial2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, em detrimento de outras áreas como a saúde e a educação.