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01 Setembro de 2015 | 17h13 - Actualizado em 01 Setembro de 2015 | 17h13

Crise no Líbano intensifica-se com ocupação do ministério de Ambiente

Beirute - Dezenas de jovens militantes ocupavam nesta terça-feira o ministério libanês do Meio Ambiente, exigindo a renúncia do ministro, num contexto de crise de serviços públicos e protestos inéditos contra a corrupção da classe política.

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"Fora! Fora o ministro do Meio Ambiente!", gritavam os manifestantes, que estavam num corredor próximo ao gabinete do ministro, segundo a agência nacional de informação (ANI).
        
Esta escalada inédita na crise no Líbano ocorre pouco antes da expiração do prazo fixado pela campanha cidadã para obter a renúncia do ministro. Este ultimato fixado pelos militantes expira nesta terça-feira às 19h00 locais.

Um dos organizadores da campanha cidadã "Apestan", Lucien Bourjeily, afirmou à AFP que os jovens não deixarão de lutar até a renúncia do ministro, Mohamad Machnuk.

"Se responderem as nossas reivindicações antes da expiração do prazo, nos retiraremos", acrescentou.
         
A Polícia antidistúrbios chegou nesta terça-feira ao imóvel do ministério, constatou a AFP no local, mas não havia ocorrido nenhum incidente. A maioria dos funcionários puderam abandonar o edifício sem problemas.

No sábado passado, dezenas de milhares de libaneses expressaram em Beirute a sua rejeição a uma classe política considerada corrupta e incapaz de oferecer serviços públicos básicos, na maior manifestação já organizada pela sociedade civil deste país.

Organizada pelo colectivo "Apestan", a campanha começou em meados de Julho com a crise do recolhimento de lixo devido ao encerramento do maior lixão do Líbano, e o amontoamento de resíduos domésticos nas ruas da capital e em outras cidades do país.
              
Para além da crise do lixo, esta iniciativa demonstra de maneira mais geral o cansaço da parte da população pela corrupção endémica, as disfunções do Estado e a paralisia das instituições políticas.
             
Um quarto do século após o fim da guerra, a electricidade continua racionada e a água fica mais escassa por falta de represas, apesar de o Líbano ser um dos países com mais precipitações do Médio Oriente.

Desde as eleições de 2009, o Parlamento prolongou em duas ocasiões o seu mandato e os deputados mostraram-se incapazes de eleger um presidente da República, posto vago desde Maio de 2014.

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