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03 Agosto de 2016 | 11h57 - Actualizado em 03 Agosto de 2016 | 12h00

Coreia do Norte desafia Japão e EUA com lançamento de míssil

Seul - A Coreia do Norte lançou nesta quarta-feira um novo míssil, que caiu no mar do Japão, acto que provocou a revolta de Tóquio e fortes críticas dos Estados Unidos.

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Coreia do Norte: Teste de lançamento de Míssil

Foto: YONHAP

             
O exército americano destacou que na realidade a Coreia do Norte disparou dois mísseis Redong de médio alcance e um deles explodiu no momento do lançamento.

Os mísseis foram disparados da região oeste da Coreia do Norte às 22h50 GMT de terça-feira, informou o Comando Estratégico Americano.

"As primeiras indicações apontam que um dos mísseis explodiu imediatamente depois do disparo, enquanto o outro foi rastreado da Coreia do Norte até o mar do Japão, onde caiu", segundo a mesma fonte.

O míssil foi lançado das imediações da cidade de Unyul (sudoeste) às 7H50 locais, em direcção ao mar do Japão, informou o ministério da Defesa da Coreia do Sul.

Os disparos aconteceram depois que a Coreia do Norte ameaçou com uma "acção física" contra a instalação de um escudo anti-mísseis americano na Coreia do Sul.

Washington condenou a violação das resoluções da ONU que proíbem a Coreia do Norte de utilizar a tecnologia de mísseis balísticos.

"Esta provocação serve apenas para reforçar a determinação da comunidade internacional a contra-atacar as actividades proibidas da Coreia do Norte", afirmou Gary Ross, porta-voz do Pentágono.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, condenou os testes de mísseis e considerou que representam "uma ameaça séria para a segurança do país".

"É um acto escandaloso que não se pode tolerar", declarou Abe à imprensa.
               
Os disparos aconteceram a apenas uma semana do início de exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul.

As manobras, que em 2015 envolveram 30.000 militares americanos e 50.000 sul-coreanos, provocam todos os anos uma crise diplomática na península, onde a situação é tensa desde o início do ano.

Pyongyang considera o exercício uma provocação e o classifica de "teste geral de uma invasão".
       
               
O míssil caiu na zona económica exclusiva do Japão, a 250 quilómetros da costa norte do país, às 8h05 de quarta-feira (00H05 de Angola), segundo fontes japonesa.
               
Algo que não acontecia desde 1998, quando um míssil norte-coreano caiu na ZEE do país depois de sobrevoar o território.

"Não se produziram avisos. Foi um gesto extremamente problemático e perigoso do ponto de vista da segurança de aviões e navios", declarou o porta-voz do governo, Yoshihide Suga.

"Protestamos imediatamente com a Coreia do Norte".

O teste acontece duas semanas após o lançamento de três mísseis balísticos que, segundo Pyongyang, simulavam ataques nucleares preventivos contra portos e aeroportos sul-coreanos onde há material militar americano.

Depois do quarto teste nuclear norte-coreano, em seis de Janeiro, seguido em sete de Fevereiro pelo lançamento de um foguete considerado como um teste disfarçado de míssil balístico, a tensão é crescente na península coreana.

Apesar das resoluções da ONU proibindo qualquer programa nuclear ou balístico na Coreia do Norte, o país prossegue com os seus esforços para desenvolver um míssil intercontinental (ICBM) capaz de levar uma ogiva nuclear ao continente americano.

O Japão havia expressado preocupação com o programa nuclear norte-coreano e considerava possível que Pyongyang tivesse conseguido, como afirma, "miniaturizar cargas nucleares e desenvolver ogivas nucleares".

Pyongyang ameaçou em Julho passado realizar uma "acção física" contra o escudo antimísseis THAAD (Terminal High Altitude Area Defence) que os EUA planeiam instalar na Coreia do Sul e que Seul considera vital para a sua segurança nacional.
              
"Nosso compromisso a favor da defesa de nossos aliados, entre eles a República da Coreia do Sul e o Japão, ante as ameaças resiste a qualquer teste", disse Ross.

"Estamos prontos para nos defender e para defender nossos aliados contra qualquer ataque ou provocação", completou.

Washington e Seul já anunciaram que pretendem instalar o THAAD até o final do ano, diante da multiplicação das ameaças procedentes da Coreia do Norte.
   

Assuntos Diplomacia  

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