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15 Novembro de 2017 | 00h26 - Actualizado em 15 Novembro de 2017 | 08h57

Berlim e Londres anunciam 150 milhões de euros em ajuda à Amazónia

Bona - A Alemanha e o Reino Unido anunciaram nesta terça-feira mais de 150 milhões de euros em ajuda para a luta contra o desmatamento da Amazónia, principalmente para projectos no Brasil, num acto à margem da Conferência da ONU sobre o Clima (COP23).

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Vista parcial da floresta da Amazónia entre Colômbia e o Brasil (Foto Arquivo).

Foto: LUIS ROBAYO

A Alemanha desembolsará 60,9 milhões de euros (aproximadamente 71 milhões de dólares) em ajudas aos estados do Mato Grosso e do Acre, dentro de um programa conhecido como "ajudas condicionadas", em função dos resultados da luta contra o desmatamento, explicou Florian Pronold, vice-ministro do Meio Ambiente alemão.

Outros 33,9 milhões de euros irão para o programa Fundo Amazonas, implementado em 2008 e principal instrumento de ajuda externa para a preservação dos mais de cinco milhões de quilómetros quadrados de floresta amazónica brasileira.

"Queremos reconhecer essa vontade política" do governo brasileiro para a protecção da floresta amazónica, disse Pronold.

O Fundo Amazonas é alimentado pelos governos de Alemanha, Noruega e Reino Unido.

O governo britânico entregará 62 milhões de libras esterlinas (aproximadamente 81 milhões de euros), com o mesmo esquema de ajuda condicionada a resultados.

Desse valor, 43 milhões de libras irão a Mato Grosso e Acre, e 19 milhões restantes para programas no Brasil, na Colômbia e Peru, detalhou Kate Hughes, vice-directora no Departamento de Energia e Mudança Climática.

Os anúncios de novas ajudas financeiras aconteceram num acto do Fundo Amazonas com a participação, pela primeira vez conjuntamente, do governo brasileiro, dos doadores, de governadores, representantes indígenas e de ONGs.

O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, lembrou que os últimos dados de desmatamento indicam uma queda de 16 por cento no período de Julho de 2016 a Agosto de 2017, após dois anos de crescimento.

As ajudas ao Brasil acontecem em meio à polémica do governo, que anunciou um corte de 43 por cento do orçamento do Ministério do Meio Ambiente e teve que voltar atrás.

Sarney Filho garantiu citando novos dados recém colectados pelo ministério, que nas áreas de protecção federal na região amazónica, a diminuição do desmatamento foi ainda maior, de 28 por cento, entre Julho de 2016 e Agosto de 2017.

Assuntos Economia  

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