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06 Dezembro de 2017 | 17h28 - Actualizado em 06 Dezembro de 2017 | 17h28

Manifestantes queimam fotos de Trump e bandeiras dos EUA em Gaza

Gaza - Centenas de manifestantes concentraram-se hoje em Gaza para protestar contra a decisão do presidente dos Estados Unidos reconhecer Jerusalém como capital de Israel e queimaram fotos de Donald Trump e bandeiras do seu país.

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Manifestantes queimam fotos de Trump e bandeiras dos EUA em Gaza

Foto: ABBAS MOMANI


"As manifestações são uma série de passos que nós, os países
árabes e islâmicos, vamos dar contra a decisão americana de tomar
a cidade de Jerusalém", declarou o líder do Hamas, Salah al
Bardawil, num discurso durante o protesto.

O dirigente islamita considerou a decisão da Casa Branca como "muito perigosa para a causa palestiniana", assim como "uma violação da doutrina, da nossa história, do nosso coração e da nossa alma".

Al Bardawil também advertiu que a declaração do presidente dos EUA "levará a uma revolta popular e então a resistência fará queimar a terra e cortará as mãos de qualquer um que tentar estendê-las a
Jerusalém e aos lugares sagrados".

O líder da Jihad Islâmica, Khaled al Batsh, por sua vez, afirmou que "o povo palestiniano, em casa e na diáspora, junto à todos os povos livres do mundo, rejeita a decisão americana tendenciosa em relação a Israel".

Segundo ele, a medida de Trump "confirma o fracasso do processo de paz", por isso pede aos países árabes e islâmicos que "respondam cortando os laços com os EUA e retirando o reconhecimento à Israel e aos Acordos de paz de Oslo assinados pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em 1993".

Os manifestantes gritaram frases nacionalistas e em defesa da mesquita de Al Aqsa, situada na Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha de Jerusalém, território palestiniano ocupado sobre o qual Israel
estendeu em 1980 uma soberania que até agora não foi reconhecida por nenhum país.

Além disso, homens, mulheres e crianças reunidos na praça do Monumento aos Soldados Caídos com bandeiras palestinianas e do movimento dos Comités de Resistência Popular, queimaram várias bandeiras israelitas e americanas.

As facções palestinianas declararam três dias de ira a partir de hoje e o Hamas convocou uma jornada de violência para a próxima sexta-feira, por isso há o temor por distúrbios em Jerusalém, na Cisjordânia e
na fronteira com Gaza.

O Consulado Geral dos EUA em Jerusalém emitiu na terça-feira uma advertência de segurança que pede aos seus cidadãos que não entrem na Cidade Velha nem na Cisjordânia (incluindo Belém e Jericó) e restringiu as transferências dos seus funcionários a essas zonas "só para questões essenciais e com medidas adicionais de segurança".

Assuntos Manifestações  

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