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07 Dezembro de 2017 | 17h52 - Actualizado em 07 Dezembro de 2017 | 17h52

Pelo menos 45 mil pessoas marcham pela independência da Catalunha

Bruxelas - Pelo menos quarenta e cinco mil pessoas manifestaram-se nesta quinta-feira em Bruxelas para chamar a atenção da União Europeia sobre a situação na Catalunha, cuja autonomia sofreu a intervenção do governo espanhol depois de uma declaração unilateral de independência impulsionada pelo executivo regional.

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Uma marcha pela independência da Catalunha

Foto: PAU BARRENA


Sob uma chuva intermitente e com dois graus de temperatura, a manifestação começou no início da tarde passando pelo bairro europeu de Bruxelas sob o lema "Europe, wake up! Democracy for Catalonia" (Acorda Europa! Democracia para a Catalunha), duas
semanas antes das eleições regionais antecipadas na Catalunha.
    
"Viemos para pedir à Europa que acorde, que vejam que na Espanha não há democracia, que não há independência judicial", disse à AFP Montserrat Mante, de 73 anos, que viajou de Barcelona à capital
belga junto com o seu marido e a sua nora.

Desde a convocatória num de Outubro na Catalunha de um referendo de auto-determinação proibido pela justiça espanhola, a UE considerou essa crise política como um assunto interno da Espanha e
expressou o seu respeito à legislação espanhola e ao governo central de Mariano Rajoy.
               
Questionado sobre a manifestação, o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, indicou que "todos os cidadãos têm o direito de organizar-se para expressar (...) um desejo político de mudança", embora tenha ressaltado que isso não significa "ignorar a lei".
               
O presidente catalão destituído, Carles Puigdemont, que foi para a Bélgica no final de Outubro com quatro membros do seu executivo, chegou meia hora antes do início da marcha e foi recebido entre aplausos ao grito "Puigdemont, nosso presidente".
               
"Não podemos abandonar o nosso presidente que está no exílio aqui. Estamos aqui para continuar a luta pela independência e pedir a liberdade dos presos políticos", disse à AFP Antoni Llenas, de 59 anos, em referência aos líderes separatistas presos na Espanha.
               
O objectivo das organizações separatistas que convocaram a manifestação - Assembleia Nacional Catalã (ANC) e Òmnium Cultural - é demostrar que a "Catalunha não é apenas um assunto interno da
Espanha, mas (também) um assunto europeu", explicou na véspera o vice-presidente da Òmnium, Marcel Mauri.
               
    
               

Assuntos Manifestações  

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