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07 Dezembro de 2017 | 18h06 - Actualizado em 07 Dezembro de 2017 | 18h06

Rússia anuncia que Síria está completamente livre do Estado Islâmico

Moscovo - A missão do exército russo na Síria está completa e o território sírio está totalmente libertado do grupo Estado Islâmico (EI), anunciou nesta quinta-feira o ministério russo da Defesa.

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Síria: Forças Governamentais

Foto: GEORGE OURFALIAN


"A missão do exército russo de eliminar o grupo terrorista Estado Islâmico está concluída", informou o ministério numa conferência de imprensa.
    
"O território sírio está libertado completamente dos combatentes desta organização terrorista", afirmou o general Serguei Rudskoi, do Estado-Maior russo.

Segundo o general Rudskoi, durante os últimos dias foram realizados ataques aéreos sem precedentes na região de Bukamal, a última localidade importante no poder do Estado Islâmico.
          
Os aviões russos realizaram todos os dias mais de cem missões de combate.

As forças russas especiais guiaram os ataques aéreos e "destruíram os líderes mais abomináveis dos grupos de combatentes por trás das linhas inimigas", afirmou.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o EI controla ainda 8 porcento da província de Deir Ezzor (leste) contra a quase totalidade de há alguns meses.
              
"Bandos de sabotadores do Estado Islâmico podem operar, mas serão combatidos por tropas sírias", acrescentou o general russo.
              
Ele afirmou ainda que o contingente russo concentrará agora os seus esforços em proporcionar ajuda ao povo sírio a fim de reconstruir a paz.

Em 21 de Novembro, a Rússia anunciou o fim da fase activa da operação militar na Síria, onde o exército russo apoia o regime do presidente no poder, Bashar al-Assad.
            
A intervenção militar russa na Síria, lançada em 2015, permitiu ao exército sírio retomar a cidade história de Palmira e expulsar os rebeldes do seu reduto em Aleppo, no norte.
      
Em pouco mais de três anos, o "califado" proclamado pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque perdeu praticamente todas as suas posições.

Isso não significa o final da presença militar russa na Síria. O exército russo anunciou em Outubro de 2016 a sua intenção de transformar as suas instalações portuárias em Tartus (noroeste) em base naval permanente, como acontece com a base aérea de Hmeimin.
            
Da mesma forma, os Estados Unidos planeiam manter uma presença militar na Síria "pelo tempo que for necessário", conforme informou na terça-feira o porta-voz do Pentágono, Eric Pahon.
             
"Vamos manter o nosso compromisso no lugar pelo tempo que for necessário, para apoiar os nossos parceiros e impedir a volta de grupos terroristas" ao país, disse Pahon.
               
No campo diplomático, a delegação do regime se unirá no domingo às negociações sobre a Síria organizadas pela ONU em Genebra, conforme anunciou nesta quinta-feira o ministério sírio dos Negócios  Estrangeiros.
         
"A delegação do governo sírio chegará no domingo a Genebra para participar na 8ª ronda de negociações", afirmou uma fonte do ministério citada pela agência Sana.

Depois de três dias de interrupção, as conversações sobre a Síria organizadas pela ONU foram retomadas na terça-feira em Genebra sem a delegação do governo de Damasco.

A oitava ronda de negociações começou em 28 de Novembro com o objectivo de acabar com a guerra que devasta a Síria há quase sete anos.
   

Assuntos Terrorismo  

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