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20 Março de 2017 | 19h02 - Actualizado em 20 Março de 2017 | 19h02

Noruega é considerada o país mais feliz do mundo

Nova Iorque - O clima frio não impediu a Noruega de ser considerada o país mais feliz do mundo, segundo ranking do World Happiness Report 2017 divulgado nesta segunda-feira, o Dia Internacional da Felicidade.

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Vista parcial de Oslo, Noruega

Foto: Google-Divulgação

Ela subiu da quarta posição na avaliação da ONU do ano passado e assumiu a liderança na tabela do World Happiness Report 2017.
           
Outros países no alto da lista são os seus vizinhos nórdicos Dinamarca e Islândia, assim como a vizinha Suíça.
         
"Todos os quatro primeiros países têm altos índices em todos os principais factores considerados para apoiar a felicidade: cuidado, liberdade, generosidade, honestidade, saúde, renda e boa governança", explicou o documento.
               
Completando o "top 10" aparecem Finlândia, em quinto, Holanda (6º), Canadá (7º) e Nova Zelândia (8º), enquanto Austrália e Suécia compartilham a nona posição.

Enquanto o Brasil aparece na 22ª posição, o país latino-americano mais bem posicionado é a Costa Rica, em 12º.

Todo o "top 10" é composto por nações ricas e desenvolvidas, embora o dinheiro não seja o único ingrediente para a felicidade, de acordo com o documento.

De facto, entre os países mais ricos, as diferenças nos níveis de felicidade estão muito relacionadas a "diferenças na saúde mental, na saúde física e nas relações pessoais: a maior fonte de miséria é a doença mental", diz o relatório.

"As diferenças de renda importam mais nos países mais pobres, mas até mesmo a sua doença mental é uma grande fonte de miséria", acrescentou.

Outro grande país, a China, fez muitos avanços económicos nos últimos anos. Mas o seu povo não está mais feliz do que há 25 anos, de acordo com o documento. A China ficou em 79º lugar no estudo, que incluiu 155 países.

Os Estados Unidos, por sua vez, caíram para o 14º lugar devido a um menor apoio social e maior corrupção - os mesmos factores que explicam o por quê de os países nórdicos se saírem melhor na escala da felicidade.

A primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, saudou o relatório como "uma boa validação numa segunda-feira de manhã".

"Por muitos anos, a Noruega ficou atrás da Dinamarca neste ranking", disse.

"Falei sobre isso em muitos discursos em jantares nos países nórdicos. Agora preciso encontrar algo novo para falar!", afirmou numa mensagem no Facebook em norueguês.

"Mesmo estando no topo deste ranking, continuamos a priorizar os cuidados de saúde mental, melhorando o acompanhamento de crianças e jovens, porque muitos ainda estão a lutar", declarou.
              
O World Happiness Report 2017 foi publicado pelas Nações Unidas no Dia Internacional da Felicidade. É o quinto relatório desse tipo desde que o primeiro foi publicado, em 2012.

"Desde então, percorremos um longo caminho: a felicidade é considerada cada vez mais a medida adequada do progresso social e o objectivo da política pública", segundo o documento.
    
Enquanto os 10 países no topo permaneceram os mesmos em comparação com o documento de 2016, os 10 últimos apresentaram uma variação maior.

A República Centro-Africana, que retornou ao grupo pesquisado, aparece em 155º, com o Burundi e a Tanzânia apresentando um resultado levemente melhor.

Entre os 20 com as notas mais baixas, cinco estavam no Médio Oriente Médio e no Norte da África e cinco na África Subsaariana.
          

Assuntos Sociedade  

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