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19 Maio de 2017 | 19h43 - Actualizado em 19 Maio de 2017 | 19h43

Assange comemora arquivamento de investigação por estupro na Suécia

Estocolmo - O fundador do Wikileaks, Julian Assange, comemorou nesta sexta-feira da varanda da embaixada do Equador em Londres "uma vitória importante" após o arquivamento na Suécia da investigação por estupro que pesavam contra si.

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Julian Assange - Fundador do Wikileaks

Foto: NIKLAS HALLE'N


"Este dia é uma vitória importante para mim e para o sistema de direitos da ONU", lançou, com o punho serrado, Assange, refugiado há 5 anos na embaixada equatoriana para escapar de uma possível extradição.

Ele declarou que os seus advogados entraram em contacto com as autoridades britânicas e que esperavam "um diálogo sobre a melhor maneira de avançar", acrescentando desejar um "diálogo com o departamento de Justiça americano.
    
Apesar da decisão sueca e na ausência de um mandado de detenção europeu, a Polícia britânica advertiu que seria "obrigada" a prender Julian Assange caso ele deixe a embaixada. Em 2012 ele violou as condições da sua liberdade condicional no Reino Unido.
        
Quanto à parte sueca, "o caso Assange" termina num fiasco judicial. Este é o fim de uma batalha amarga de procedimentos e de comunicação, cujos desafios foram além do dossiê instruído no país escandinavo.

O desenlace é uma vitória para o ex-hacker australiano, que sempre negou as acusações apresentadas contra si por uma sueca em Agosto de 2010, e denunciou uma manobra para ser extraditado posteriormente aos Estados Unidos, onde poderia ser julgado pela divulgação de documentos militares e diplomáticos americanos de caráter confidencial.

Em declarações à imprensa em Estocolmo, a procuradora Marianne Ny anunciou que "decidiu arquivar a investigação por suposto estupro contra Julian Assange", e pediu a retirada do mandado de detenção europeu em vigor desde 2010.
           

Assuntos Justiça  

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