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19 Maio de 2017 | 17h32 - Actualizado em 19 Maio de 2017 | 19h56

Mais de 23.500 casos e 242 mortes por cólera no Iémen em três semanas

Genebra - A epidemia de cólera, que castiga o Iémen desde o final de Abril, causou 242 mortes e 23.425 casos suspeitos neste país em guerra, indicou nesta sexta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), que teme atingir 250.000 casos nos próximos seis meses.

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bandeira do Iémen

Foto: Foto divulgação


Na quinta-feira foram registados 3.460 novos possíveis casos e outras 20 mortes por cólera, num país onde cerca de dois terços da população passa fome, segundo a ONU.
           
"A velocidade de propagação da epidemia de cólera é sem precedentes", declarou por telefone à imprensa em Genebra o representante da OMS no Iémen, Nevio Zagaria.
             
A cólera é uma infecção intestinal aguda, provocada pela ingestão de água ou alimentos contaminados pelo bacilo Vibrio cholerae.

Quando alguém apresenta sintomas, são na maioria dos casos de leves a moderados. No entanto, uma minoria desenvolve diarreia aquosa aguda, acompanhada de desidratação grave. Sem medicação e tratamento, este quadro pode ser fatal, de acordo com a OMS.
        
A epidemia espalha-se por todo o país, onde as instalações hospitalares e condições de higiene se deterioraram pela guerra entre rebeldes xiitas huthis e as forças leais ao governo, apoiadas desde Mmarço de 2015 por uma coligação árabe liderada pela Arábia Saudita.

A guerra causou uma grave crise humanitária no Iémen. Cerca de 19 milhões de pessoas, ou seja, em torno de dois terços da população, precisam urgentemente de ajuda humanitária.
            
Na segunda-feira os rebeldes xiitas declararam estado de emergência pela epidemia de cólera e pediram ajuda à comunidade internacional para enfrentar o problema na capital Sanaa.
          
Os casos de cólera registados recentemente superam a "média habitual" e o sistema de saúde da capital é "incapaz de conter esta catástrofe", afirmou o Departamento de Saúde da administração instaurada pelos rebeldes xiitas huthis na capital do país.
         
De acordo com a OMS, os combates deixaram mais de 8.000 mortos e mais de 44.500 feridos desde Março de 2015.

Zagaria explicou que as agências da ONU estão se preparando para lançar "um plano de emergência contra a cólera" no Iémen nas próximas 48 horas, com a intenção de aumentar o número de centros de tratamento e reidratação.

Ele lamentou a falta de fundos recebidos para ajudar as autoridades iemenitas a reparar as infraestruturas destruídas pelos combates e ataques aéreos da coligação árabe.
              
"A velocidade (de propagação) da doença é muito alta e se faz necessária uma ajuda substancial para reparar a rede de encanamento e esgoto" e tentar purificar o sistema sanitário, disse ele.
              

Assuntos Saúde  

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