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18 Maio de 2017 | 13h52 - Actualizado em 18 Maio de 2017 | 13h51

Operação para recuperar Mossul do EI provoca 700 mil deslocados

Genebra - As operações do Exército do Iraque para recuperar o controlo da cidade de Mossul, maior reduto do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Iraque, causaram 700 mil deslocados, assegurou nesta quinta-feira a ONU.

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Estes dados incluem 500 mil iraquianos que fugiram de bairros do oeste de Mossul, onde concentra-se o último reduto do grupo terrorista na cidade, segundo informou o Escritório de Coordenação de Ajuda Humanitária da ONU (Ocha), em comunicado.

As Forças Armadas iraquianas anunciaram há dois dias que tinham se apoderado de quase 90 por cento do oeste de Mossul e que o EI só tem em seu poder 12 quilômetros quadrados da cidade iraquiana onde foi proclamado o "califado" no dia 29 de Junho de 2014.

A metade leste da localidade, a mais povoada conquistada pelos jihadistas, foi liberada pelo Exército iraquiano em Janeiro passado.

"Os números de deslocados do oeste de Mossul são assustadores", disse a coordenadora humanitária da ONU para o Iraque, Lise Grande, que reconheceu que "cada vez é mais e mais difícil ajudar e proteger os civis que precisam".

Lise advertiu que pelo menos mais 200 mil pessoas poderiam ser vistas obrigadas a fugir para sobreviver se os combates continuarem nas áreas próximas ao centro antigo de Mossul, onde o EI apresenta muita resistência.

"Centenas de milhares de vidas estão em jogo", disse a coordenadora humanitária no Iraque, assegurando que a maioria dos deslocados estão desnutridos e não tiveram acesso à água potável ou remédios durante meses.

O plano de resposta humanitária da ONU para o Iraque só é financiado em 28 por cento, lamentou hoje o organismo, que pediu 985 milhões de dólares para atenuar a situação no país, 331 milhões dos quais são reservados à crise humanitária em Mossul.

Assuntos Conflito  

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