Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

30 Agosto de 2017 | 12h32 - Actualizado em 30 Agosto de 2017 | 19h31

Coreia do Norte ignora ONU e promete lançar mais mísseis

Seul - O presidente norte-coreano, Kim Jong-un, prometeu nesta quarta-feira novos lançamentos de mísseis sobre o Japão e garantiu que o tiro de terça-feira - condenado pela ONU por unanimidade - é apenas um "prelúdio", informou a France Presse.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Presidente da Coreia do Norte, Kim Jon-Un

Foto: ED JONES/arquivo

O lançamento acima do arquipélago nipônico de um Hwasong-12 de alcance médio representa uma nova escalada na crise norte-coreana, um mês depois de Pyongyang ter lançado dois mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) com potencial para alcançar boa parte do continente americano.

Naquele momento, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou a Coreia do Norte com uma chuva de "fogo e fúria". Pyongyang respondeu, e prometeu uma salva de mísseis próximo a Guam, um território americano do Pacífico, onde vivem 6.000 soldados dos EUA e que abriga instalações estratégicas.

Na terça-feira, Trump advertiu num tom mais diplomático que "todas as opções" estão sobre a mesa.

No mesmo dia, o Conselho de Segurança da ONU, que impôs recentemente uma sétima série de sanções a Pyongyang, condenou "firmemente" o lançamento do míssil norte-coreano.

Pequim e Moscovo, dois aliados-chave de Pyongyang, apoiaram o texto, que não prevêem um reforço imediato nas sanções contra a Coreia do Norte.

O "Rodong Sinmun", jornal oficial do partido no poder na Coreia do Norte, publicou nesta quarta-feira cerca de 20 fotos do disparo. Numa delas, vê-se um jovial Kim Jong-un rodeado pelos seus conselheiros, com um mapa do noroeste do Pacífico no seu escritório.

Noutra imagem, aparece a observar o míssil lançado de Sunan, próximo a Pyongyang. O projéctil percorreu 2.700 quilómetros, a uma altitude máxima de 550 quilómetros, antes de cair no Pacífico.

Numa nota publicada ainda nesta quarta-feira, a agência oficial de notícias norte-coreana, a KCNA, cita Kim, anunciando "mais exercícios de disparos de mísseis balísticos no futuro, com o seu alvo no Pacífico".

O lançamento de terça foi "um prelúdio importante para conter Guam, base avançada da invasão", declarou, referindo-se a um "avanço das contramedidas" frente às manobras militares que os Exércitos americano e sul-coreano estão a realizar na Coreia do Sul.

Pyongyang considera que esses exercícios militares são um ensaio geral de uma invasão a seu território.

É a primeira vez que Pyongyang declara ter enviado um míssil sobre o território japonês. Em 1998 e em 2009, a Coreia do Norte lançou foguetes que sobrevoaram o Japão, mas, em ambas as ocasiões, Pyongyang argumentou que se tratava de veículos espaciais.
               
Milhões de habitantes do norte do Japão, que não ficaram em pânico, acordaram terça-feira com uma mensagem de alerta do governo, enquanto pelos alto-falantes se ouvia: "Lançamento de míssil. Abriguem-se!".

"As acções ameaçadoras e desestabilizadoras apenas aumentam o isolamento do regime da Coreia do Norte na região e entre todas as nações do mundo", declarou Trump num comunicado.
              

Assuntos ONU  

Leia também