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12 Setembro de 2017 | 16h45 - Actualizado em 12 Setembro de 2017 | 16h45

Coreia do Norte denuncia "sanções impiedosas" e ameaça EUA

Genebra - A Coreia do Norte denunciou nesta terça-feira as "impiedosas sanções impostas" pelo Conselho de Segurança da ONU em função do seu teste nuclear e ameaçou infligir "uma dor maior" aos Estados Unidos.

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Kim Jon-Un - líder norte coreano

Foto: ED JONES

"As próximas medidas da RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do país] infligirão aos Estados Unidos a maior dor que jamais conheceram na sua história", declarou o embaixador norte-coreano Tae Song Han ante uma conferência sobre desarmamento em Genebra.

Com o apoio da China e da Rússia, o Conselho de Segurança aprovou a iniciativa dos Estados Unidos com voto favorável dos 15 membros, um mês depois de adoptar outra que vetava as exportações norte-
coreanas de carvão, ferro, pescado e frutos do mar após o lançamento, em meados de Agosto, de um míssil de médio alcance que sobrevoou o Japão.

Esta é a oitava série de sanções aplicadas pela ONU, que tenta pressionar a Coreia do Norte a negociar os seus programas nuclear e balístico.
               
Estados Unidos, Reino Unido, França e Itália, entre outros países, concordam em que a nova resolução é "muito sólida", "equilibrada" e manifesta a "unidade" e a "determinação" do orgão para abordar o problema.
               
"Não buscamos uma guerra", assegurou a embaixadora americana, Nikki Haley, após a votação.

Na segunda-feira, Nikki admitiu que a Coreia do Norte não havia "atravessado um ponto sem retorno".

A Coreia do Sul celebrou a resolução, qualificada de "severa advertência" contra Pyongyang.

"A Coreia do Norte deve compreender que a desnuclearização é o único caminho que lhe garante segurança e desenvolvimento económico", estimou o governo sul-coreano em comunicado.
               
Já o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, "apreciou altamente" o texto, que mostra que "a comunidade internacional deve acentuar a pressão sobre a Coreia do Norte a um nível sem precedentes" para que "mude a sua política".
    
O primeiro projecto de resolução previa um embargo total sobre o petróleo, produtos derivados do petróleo e gás, o reenvio para a Coreia do Norte dos seus expatriados, o congelamento de bens de Kim Jong-un, a proibição das exportações de têxteis e a inspecção
de embarcações suspeitas de transportar para a Coreia do Norte cargas proíbidas pelas sanções.
               
A resolução limita a entrega de produtos derivados de petróleo a 500.000 barris durante três meses, a partir de um de Outubro, e a dois milhões de barris durante 12 meses, a partir de um de Janeiro de 2018.
               
Isto representa um corte de 10 porcento desses produtos, segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, que calcula que a Coreia do Norte importe 2,2 milhões de barris ao ano.

O regime importa gasolina e diesel principalmente da China, vitais para garantir o funcionamento dos sectores agrícola, militar e de transportes.

Aliado mais importante de Pyongyang, Pequim negou avaliar o embargo total petrolífero proposto por Washington, alegando que deixaria a economia norte-coreana em destroçado.

Durante as discussões, o congelamento de bens do líder norte-coreano, rejeitado pela Rússia, foi retirado do texto. Os Estados Unidos garantem que não desejam mudar o regime norte-coreano.

O texto também restringe os países-membros das Nações Unidas que poderão oferecer novas permissões de trabalho a cidadãos norte-coreanos.

Pelo menos 93 mil cidadãos trabalham no exterior, tornando-se uma importante fonte de renda para financiar o programa de armamento dos coreanos, segundo uma fonte americana.

Especialistas são cépticos quanto ao alcance das medidas, considerando que as sanções anteriores não impediram o desenvolvimento do programa armamentista do país.

"Não é o suficiente para fazer doer", estimou Go Myong-Hyun, do Instituto de Estudos Políticos.

Para o professor Kim Hyun-Wook, da Academia Diplomática Nacional da Coreia, "as sanções dão a Pyongyang uma desculpa para novas provocações".
                   

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