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14 Setembro de 2017 | 09h51 - Actualizado em 14 Setembro de 2017 | 12h59

EUA: Bill Gates destaca avanços contra pobreza

Nações Unidas, Estados Unidos - O mundo fez um grande progresso na luta contra a pobreza desde 1990, mas ainda resta muito por fazer para reduzi-la a menos de 6 porcento da população até 2030, afirma um relatório da Fundação Bill e Melinda Gates, noticiou hoje a AFP.

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Bill Gates é o mais rico na lista de bilionária da Tecnologia

Foto: BERTRAND GUAY

 
Criada pelo bilionário co-fundador da Microsoft, a instituição pretende lançar relatórios anuais de monitoramento do progresso para atingir
uma série de metas globais de desenvolvimento sustentável estabelecida pelas Nações Unidas em 2015.

Estimadas para serem atingidas até 2030, essas metas incluem eliminação da fome e da pobreza, oferta de água potável e energia
acessível e combate à desigualdade de género e à mudança climática.

Chamado de "Goalkeepers", o primeiro relatório da Fundação Gates foi lançado no momento em que a Assembleia Geral da ONU se prepara
para o seu encontro anual em Nova Iorque, este mês.

O documento se concentrou em 18 dos indicadores de desenvolvimento estabelecidos pelas Nações Unidas.

"Estamos a tentar documentar o incrível progresso" ao redor do mundo, "inclusive em tópicos-chave, como pobreza e diferentes áreas
de doenças", disse Bill Gates em um comunicado.
               
A mortalidade infantil até os cinco anos caiu consideravelmente, de 11,2 milhões em 1990, para pouco mais de cinco milhões em 2016, graças
à vacinação e à melhoria das condições de vida, diz o relatório.

A meta é reduzir ainda mais para atingir 2,5 milhões até 2030.
               
O documento destaca o progresso no Malawi, onde uma em cada quatro crianças morria antes de chegar aos cinco anos em 1990. Hoje,
o número caiu para uma a cada 16.

Quase 20 milhões de crianças no mundo sofrem, porém, com a falta de qualquer tipo de imunização, segundo o informe.

O Senegal foi elogiado pelo planeamento familiar: apenas três porcento das senegalesas usavam métodos contraceptivos em 1990,
mas o número subiu para 15 porcento em 2016, após campanhas educacionais.
         
"Pobreza não é só falta de dinheiro", indicou Gates.

"Também é a falta de acesso a serviços financeiros básicos que ajudam os pobres a usar o dinheiro que têm para melhorar suas
vidas", completou.

O relatório destaca que cada vez mais pessoas com poucos recursos têm acesso a serviços financeiros.

 A luta do Peru contra atrasos no crescimento infantil provocados pela desnutrição gerou progressos notáveis, com uma redução de 39
porcento das crianças peruanas afectadas em 1990, para 18 porcento em 2016.

A meta é chegar a 8 porcento, ou menos, até 2030.
               
Os novos registos de casos de HIV também caíram consideravelmente, de acordo com o documento.

"A pobreza e as doenças em países pobres são os melhores exemplos que conhecemos de sofrimento humano que pode ser resolvido",
afirmou Gates.

"Nós temos em nosso poder a decisão do quanto vai ser de facto resolvido. Vamos ser ambiciosos, vamos liderar", estimulou.

Um indício claro do progresso é que a população mundial abaixo da linha da pobreza - definida como renda diária de 1,90 dólar, ou menos
- era de 35 porcento em 1990, mas caiu para 9 porcento, em 2016.
    
 "Até 2030, chegar a 6 porcento seria fenomenal", avaliou Gates.
               
A Fundação Gates investiu bilhões de dólares em países do mundo todo em projectos que incluem vacinação contra doenças infecciosas e
melhor acesso ao sistema de saúde, à educação e a tecnologias electrónicas.
               
   

Assuntos Sociedade  

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