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12 Setembro de 2017 | 16h54 - Actualizado em 12 Setembro de 2017 | 16h54

Especialistas alertam para ameaça da Al-Qaeda na Síria

Washington - A Al-Qaeda está em ascensão novamente à sombra do grupo do Estado Islâmico na Síria, 16 anos depois de os extremistas surpreenderem os Estados Unidos nos ataques de 11 de Setembro de 2001, alertaram especialistas na segunda-feira.

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Síria: Especialistas alertam para ameaça da Al-Qaeda

Foto: Jewel Samad


Eles afirmam que o Hayat Tahrir al-Sham (HTS), grupo sunita que no mês passado tomou o controlo da cidade de Idlib, no norte da Síria, é simplesmente uma "nova marca" da Al-Qaeda, que se posiciona como
mais moderada do que o Estado Islâmico na esperança de um ressurgimento.
               
"O EI pode ser a ameaça terrorista preeminente de hoje, mas a Al-Qaeda na Síria é preocupante. É o maior afiliado global da Al-Qaeda neste momento", disse o ex-director de contra-terrorismo da Casa
Branca, Joshua Geltzer.
               
Explicando a actual ameaça terrorista contra os Estados Unidos no grupo de pesquisa New America, Geltzer e outros especialistas disseram esperar que o HTS ocupe o espaço deixado pelo EI no campo de batalha na Síria e no Iraque.
               
Segundo eles, o HTS é somente uma mudança de nome. Ao consolidar o controlo de grande parte da província de Idlib, o mesmo eliminou ou absorveu grupos rivais e está a modernizar a sua propaganda seguindo o modelo do Estado Islâmico na internet.
               
"A organização parece ter mais vidas do que um gato", disse Daveed Gartenstein-Ross, da Fundação para a Defesa da Democracia, que participou, junto a Geltzer, no lançamento do relatório da New America sobre a actual ameaça jihadista.
     
Ele acredita que a Al-Qaeda seja uma organização "muito mais forte" do que em 2010, quando o seu enfraquecimento propiciou o surgimento do Estado Islâmico.
     
"Ele (o grupo) habilmente posicionou-se fora do EI para retratar a sua organização como sendo de jihadistas moderados ".

Desse modo, o grupo tem mais popularidade e algum apoio oficial nos Estados do Golfo.

"Ser mais moderado do que o EI foi muito útil", opinou
Gartenstein-Ross.

O relatório do New America ressalta a necessidade de se concentrar no Estado Islâmico como a ameaça externa mais perigosa no momento, observando que, desde o 11 de Setembro, todos os ataques
extremistas fatais nos Estados Unidos foram cometidos por cidadãos dos EUA ou por residentes permanentes.
          
Mas diz que a Al-Qaeda poderia retomar o papel da principal ameaça no futuro, reunindo seguidores desactivados pelas tácticas mais extremas do Estado Islâmico.
               
Enquanto o actual líder, Ayman al-Zawahiri, é rígido e sem inspiração, os líderes mais jovens de Idlib aprendem o modo como o Estado Islâmico dominou o uso das mídias sociais para atrair seguidores.
               
"A Al-Qaeda na Síria sofreu alterações estéticas no seu formato de nome e organização, mas sem renunciar verdadeiramente à sua afiliação com a organização da mãe", apontou o estudo.
               

Assuntos Terrorismo  

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