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14 Setembro de 2017 | 10h59 - Actualizado em 14 Setembro de 2017 | 10h59

Rússia e Bielorrússia iniciam manobras militares em fronteira com a UE

Moscovo - As manobras militares da Rússia e Bielorrússia "Zapad-2017" começaram, nesta quinta-feira, no território destes Estados, em áreas que fazem fronteira com a União Européia (UE), em meio a críticas da OTAN e alguns países ocidentais, que acusam Moscovo de mobilizar cerca de 100 mil soldados para os exercícios, noticiou a EFE.

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 "As manobras 'Zapad-2017' são realizadas sob o comando dos chefes dos Estados maiores da Rússia e a Bielorrússia e constituem na última etapa da instrução conjunta das forças armadas dos dois países", diz um comunicado divulgado pelo Ministério de Defesa russo.

 Moscovo e Minsk sustentam que as manobras têm um carácter exclusivamente defensivo e que nelas participarão 12,7 mil militares, entre eles 7,2 mil bielorrussos e o restante de soldados russos.

 Os exercícios "não são dirigidos contra nenhum Estado nem conjunto de países", disse o ministério russo.

 O comandante do distrito militar ocidental da Rússia, Andrei Kartapolov, explicou na véspera que o roteiro dos exercícios é que "as forças devem enfrentar grupos extremistas que penetraram no território da União Estatal (da Rússia e a Bielorrússia) para realizar atentados terroristas".

 De acordo com Moscovo, participam cerca de 70 aviões e helicópteros, quase 700 peças de armamento e veículos militares, incluindo tanques e lançadores de mísseis, além de dez navios da Frota do Báltico russa.

 Os militares testarão suas habilidades em seis polígonos situados na Bielorrússia, e outros três em território russo, nas regiões de Leningrado, Pskov e Kaliningrado, todas fronteiras com países da UE.

 A Rússia e a Bielorrússia sustentam que informaram devidamente sobre os exercícios a todos os países da OTAN e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

 No entanto, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, criticou faz na semana passada, na Estônia, a falta de transparência da Rússia e assegurou que a Aliança acompanhará de perto as manobras conjuntas.

 Ele negou que os exercícios representem uma "ameaça iminente", como advertiram nos países bálticos e a Polônia, mas lembrou que manobras similares aconteceram em 2008, antes da guerra na Ossétia do Sul, e em 2014, antes da anexação da Crimeia.

 "Cada nação, incluindo a Rússia, tem direito de exercitar suas forças. O problema é que não estão fazendo de uma maneira transparente e vimos anteriormente que a Rússia usou seus grandes exercícios militares para encobrir ou iniciar agressivas acções militares contra os seus vizinhos", afirmou.

Assuntos Diplomacia  

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