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13 Janeiro de 2018 | 13h47 - Actualizado em 15 Janeiro de 2018 | 09h43

Mianmar: Líder acha positivo que exército admita papel na crise Rohingya

Yangon - O facto do exército birmanês ter reconhecido pela primeira vez quer matou Rohingyas é um passo positivo, afirmou a dirigente Aung San Suu Kyi numa entrevista publicada neste sábado por um jornal pró-governamental.

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Aung San Suu Kyi - Líder do Myanmar

Foto: Ye Aung Thu

Depois de meses negando o seu envolvimento na violência contra os Rohingyas, o exército afirmou na quarta-feira que uma investigação interna revelou que membros das forças de segurança ajudaram a matar dez Rohinygas considerados suspeitos e os enterraram numa vala comum.

"É um novo passo dado por nosso país", acrescentou Suu Kyi.

"No final, o respeito das leis num país é a responsabilidade desse país. É um sinal positivo de que tomamos medidas para sermos responsáveis", declarou ao jornal Global New Light of Myanmar.

A líder birmanesa foi muito criticada pelo seu silêncio sobre a crise dos Rohinygas, principalmente pelas organizações de defesa dos direitos humanos.

Forças de segurança birmanesas também admitiram pela primeira vez abusos cometidos durante uma ofensiva que provocou um êxodo maciço da minoria muçulmana do país.

O massacre dos dez Rohingyas ocorreu em Agosto na aldeia do Inn Din no estado de Rakain, enquanto aumentavam as tensões entre os Rohingyas e as forças de segurança e etnias locais de Rakain, após o assassinato de um vizinho do povoado.

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