Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

08 Novembro de 2018 | 11h06 - Actualizado em 08 Novembro de 2018 | 12h12

Bolsonaro e Temer prometem transição 'fluida'

Brasília - O presidente eleito Jair Bolsonaro e o actual chefe de Estado, Michel Temer, prometeram, nesta quarta-feira, em Brasília, uma transição "fluida" entre os seus governos.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Arte das fotos do Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (à esq.) e do actual Presidente, Michel Temer

Foto: Arte Osvaldo Pedro

Após a primeira reunião entre os dois desde a sua eleição, em 28 de Outubro, Jair Bolsonaro (capitão do Exército na reserva) anunciou a primeira-ministra do seu futuro governo: a deputada federal Tereza Cristina da Costa, líder da bancada ruralista, à frente da pasta de Agricultura.

Jair Bolsonaro manifestou também o desejo de suprimir o Ministério do Trabalho, uma intenção que gerou críticas sindicais.

Numa breve declaração conjunta à imprensa no Palácio do Planalto, Temer assegurou que a colaboração com Bolsonaro será "verdadeira", e se ofereceu para impulsionar no Congresso projectos que o seu sucessor considerar prioritários, antes da transição em 1 de Janeiro.

Temer convidou Bolsonaro para acompanhá-lo em viagens internacionais até o final do seu mandato, como a cimeira do G20, que acontecerá no fim deste mês em Buenos Aires, Argentina.

Mas não se sabe, contudo, se Bolsonaro aceitará, pois está se recuperar de um golpe que sofreu num comício, além de ter que passar por uma nova cirurgia.

O capitão na reserva, de 63 anos, que tem pela frente o desafio de aprovar no Congresso um ambicioso plano de reformas para recuperar a economia do país, explicou que, no encontro, foram abordados "vários assuntos", entre eles "a governabilidade", e disse que irá manter "muitas coisas" do governo Temer.

"O procurarei mais vezes para que juntos possamos fazer uma transacção de modo que os projectos de interesse do Brasil continuem fluindo dentro da normalidade", acrescentou aos jornalistas.

Antes, o futuro presidente afirmou que ninguém pode "salvar" o Brasil da crise sem contar com o apoio dos demais poderes, depois de se reunir com o comandante da Aeronáutica e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Mais tarde, anunciou que outras quatro mulheres, duas militares, uma economista e uma engenheira, farão parte da equipe de transição.

Por enquanto, a mesma é formada por cerca de 30 especialistas, economistas e militares na maioria, mas Bolsonaro poderá nomear até 50 por lei.

Questionado no dia anterior sobre se alguma mulher comandaria algum dos ministérios, disse que "com certeza", embora tenha minimizado a importância da representatividade de género e racial no poder.

Nesta quarta-feira, Jair Bolsonaro reiterou a postura: "Não estou preocupado com a cor, sexo ou sexualidade de quem está na minha equipa, mas com a missão de fazer o Brasil crescer, combater o crime organizado e a corrupção, dentre outras urgências", tuitou.

Líder da bancada ruralista no Congresso, cujo apoio foi fundamental na vitória eleitoral de Bolsonaro, Tereza Cristina da Costa estará à frente de uma pasta importante no Brasil, uma das maiores potências agrícolas do mundo.

Com ela, são seis os ministros nomeados por Bolsonaro até agora: o liberal Paulo Guedes no superministério de Economia, o juiz federal Sérgio Moro no de Justiça e Segurança Pública, o deputado Onyx Lorenzoni na Casa Civil, o astronauta Marcos Pontes em Ciência e Tecnologia, e o general do Exército na reserva Augusto Heleno em Segurança Institucional.

- Planos confusos -Durante a campanha, Bolsonaro prometeu reduzir o número de ministérios no âmbito de um plano de corte de gastos do Estado.

Mas, depois da sua vitória, os seus anúncios geraram polémica e confusão.

Nesta quarta-feira, anunciou a supressão do Ministério do Trabalho, que será "incorporado" a alguma outra pasta, segundo disse, mas sem especificar qual.

Na terça-feira, quando já circulavam versões sobre o seu desaparecimento, o actual ministério e a Força Sindical, uma das principais centrais sindicais no país, manifestaram o seu repúdio a essa iniciativa.

Segundo a imprensa, a equipa de Bolsonaro minimiza a fusão do Ministério do Trabalho com o de Indústria e Comércio Exterior.

Em princípio, o capitão na reserva afirmou que reduziria o número de ministérios de 29 para 15, mas nesta quarta-feira sugeriu que esse número poderá subir para 18.

Em 30 de Outubro, o presidente eleito anunciou que faria a fusão dos ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, mas num momento de uma onda de críticas de sectores ambientalistas, e inclusive de representantes do agronegócio, recuou dias depois.

O general na reserva Augusto Heleno, nomeado nesta quarta em Segurança Institucional, havia sido inicialmente designado para Defesa.

Assuntos Política  

Leia também