Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

05 Novembro de 2018 | 13h09 - Actualizado em 13 Maio de 2019 | 11h45

China defende cooperação com Irão e critica sanções de Trump

Beijing - O Governo da China lamentou hoje, segunda-feira, as novas sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irão e defendeu a cooperação com esse país em virtude do acordo internacional assinado em 2015 com Teerão, conhecido como Plano Integral de Acção Conjunta (JCPOA, por sua sigla em inglês), informou a EFE.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Arte das Bandeiras da China e do Irão

Foto: Arte de Osvaldo Pedro

"Nos opomos a qualquer sanção unilateral", disse hoje numa conferência de imprensa a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Hua Chunying, que reafirmou o compromisso da China com a implementação do acordo nuclear.

O Governo dos Estados Unidos impôs a partir de hoje novas sanções ao Irão, anunciadas em Maio deste ano, quando Washington deixou o acordo com Teerão, embora contemple isenções para oito países, sem especificar quais, que nos últimos tempos trabalharam para "reduzir a zero" suas importações de petróleo do país.

Embora a porta-voz não tenha esclarecido se a China está a reduzir ou reduzirá as suas importações de petróleo iraniano, garantiu que o seu país vai continuar a manter a "cooperação normal" com o Irão sob uma atitude "objectiva e responsável".

"A China vai continuar a manter a sua cooperação com o Irão, assim como a sua cooperação comercial. Esperamos que, dadas as circunstâncias actuais, todas as partes possam ter uma visão a longo prazo, cumpram com as suas responsabilidades e se mantenham do lado correcto da história", indicou Hua.

Segundo acrescentou a porta-voz, a cooperação da China com o Irão é "legítima e legal" e deve "ser respeitada". "A China cumprirá com os compromissos adoptados no JCPOA e defenderá os seus direitos e interesses legais".

A nova bateria de sanções americana terá nu ponto de mira os sectores energéticos, financeiros e navais da República Islâmica, e penalizará as empresas de todo o mundo que comprem petróleo iraniano.

As supostas violações do pacto de 2015, assim como a "influência maligna" que exerce o "governo iraniano" no Oriente Médio, foram os principais argumentos dados pela Casa Branca há meses para justificar as sanções, que não contaram com o apoio da comunidade internacional.

Enquanto isso, os outros signatários do acordo nuclear com Irão rejeitado por Trump - Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha - estão a buscar fórmulas para salvar o acordo e manter o comércio e as compras de petróleo iraniano.

Assuntos China  

Leia também
  • 05/11/2018 10:27:02

    Presidente chinês promete abrir a China aos produtos estrangeiros

    Beijing - O Presidente chinês, Xi Jinping, prometeu hoje (5) abrir a China aos produtos estrangeiros, no arranque de uma feira que promove o país como importador, mas não respondeu às queixas sobre transferência forçada de tecnologia e obstáculos ao investimento externo.

  • 30/10/2018 12:31:20

    China elimina interdição do comércio de partes de tigre e rinoceronte

    Pequim - A China vai voltar a permitir o comércio de produtos feitos à base de partes de tigres e rinocerontes em perigo de extinção, sob "circunstâncias especiais", numa decisão condenada por grupos de protecção dos animais, noticiou hoje a Lusa.

  • 26/10/2018 14:48:34

    China e Japão assinam dez acordos para fortalecer cooperação bilateral

    Pequim - A China e o Japão assinaram hoje, sexta-feira, em Pequim, dez acordos para fortalecer a cooperação bilateral nas áreas de finanças, comércio e outras, e reafirmaram o compromisso para trabalhar em conjunto com o objectivo de conseguir a estabilidade da região, noticiou a Efe.