Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

07 Dezembro de 2018 | 09h45 - Actualizado em 07 Dezembro de 2018 | 09h45

Japão vai proibir uso pelo governo de produtos da Huawei e ZTE

Tóquio - O Japão vai proibir o uso por parte do governo de dispositivos de telecomunicações fabricados pelos grupos chineses Huawei e ZTE por questões de segurança cibernética, informou a imprensa.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

A decisão pode ser aplicada a partir de segunda-feira, de acordo com o jornal Yomiuri Shimbun e a agência de notícias Jiji Press.

A proibição seria adoptada depois que o governo dos Estados Unidos solicitou a seus aliados que evitem os produtos fabricados por estas duas empresas, em consequência dos temores de que servem para a execução de ciberataques, indica o Yomiuri Shimbun, que cita fontes governamentais não identificadas.

Os produtos japoneses que utilizam peças fabricadas por uma das duas empresas chinesas também serão excluídos do uso governamental.

De acordo com o Yomiuri Shumbun, o governo não pretende citar directamente as empresas para evitar a irritação da China.

Ao ser questionado sobre as informações, o porta-voz do governo, Yoshihide Suga, não fez comentários e disse apenas que o Japão "coopera estreitamente com os Estados Unidos" em questões de segurança cibernética.

A informação foi divulgada depois da detenção no Canadá de uma alta executiva da Huawei, Meng Wanzhou, o que revoltou o governo da China e provocou quedas expressivas nos mercados financeiros pelo temor de que poderia aumentar a tensão entre Pequim e Washington.

As autoridades americanas suspeitam que o grupo chinês exportou, ao menos desde 2016, produtos de origem americana para o Irão e outros países submetidos a sanções de Washington.

A empresa já estava na mira dos serviços de inteligência americanos, que a consideram uma ameaça para a segurança nacional.

Os smartphones a preços acessíveis da Huawei conquistaram uma boa fatia de mercado, mas a empresa enfrenta diversos reveses em grandes economias ocidentais devido às preocupações com a segurança.

A ZTE foi objecto de duras sanções do governo de Donald Trump este ano por não respeitar o embargo americano contra Teerão.

O grupo teve que paralisar a maior parte de suas actividades, o que deixou em perigo a sua sobrevivência, mas conseguiu escapar ao pagar uma multa de mil milhões de dólares.

Assuntos Japão  

Leia também
  • 22/01/2019 13:28:47

    EUA coordena com Japão e Coreia do Sul antes de cimeira entre Trump e Kim

    Washington - O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, conversou com a sua homóloga sul-coreana, Kang Kyung-wha, e o seu colega japonês, Taro Kono, para trocar pontos de vista antes da esperada cimeira entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

  • 17/01/2019 11:37:57

    Vulcão entra em erupção no sul do Japão

    Tóquio - Um pequeno vulcão entrou hoje em erupção na ilha de Kuchinoerabu, no sul do Japão, projectando pedaços de rocha e cinzas no ar, mas sem causar danos ou ferimentos, indicaram as autoridades nipónicas.

  • 16/01/2019 10:17:53

    Japão pede à UE e a Londres menor impacto possível na economia global

    Tóquio - O Governo japonês pediu hoje ao Reino Unido e à União Europeia que tentem minimizar o possível impacto do 'Brexit' na economia global, horas depois do parlamento britânico ter chumbado o acordo negociado entre as duas partes.

  • 11/01/2019 13:02:41

    Japão lamenta posse de Maduro por dúvidas sobre sua legitimidade eleitoral

    Tóquio - O Japão lamentou, nesta sexta-feira, a posse de Nicolás Maduro para um novo mandato como presidente da Venezuela, sem que o seu governo tenha prestado contas "suficientes" sobre a legitimidade das últimas eleições realizadas no país sul-americano, informou a EFE.