Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

05 Dezembro de 2018 | 17h16 - Actualizado em 05 Dezembro de 2018 | 17h16

Primeira-ministra britânica acusada de enganar Parlamento sobre acordo do Brexit

Londres - A primeira-ministra britânica, Theresa May, foi acusada nesta quarta-feira (5) de ter enganado o Parlamento cada vez mais beligerante sobre as implicações do seu acordo do Brexit, cujos rumos podem ser alterados após dois duros golpes sofridos pelo governo.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Theresa May, Primeira-Ministra do Reino Unido (Foto arquivo)

Foto: Google/Divulgação

Em declarações a AFP, o deputado Ian Blackford, do Partido Nacionalista Escocês (SNP), disse que "desde que ela voltou de Bruxelas com o seu acordo, a primeira-ministra vem enganando a Câmara - involuntariamente, ou não".

"Chegou a hora de ela assumir a responsabilidade por ter escondido os factos", acrescentou.

Referiu-se igualmente à "moção de desacato", aprovada na véspera pelo Executivo, por ter-se recusado a fornecer na íntegra os relatórios jurídicos sobre o acordo negociado com Bruxelas e que deve ser rejeitado em 11 de Dezembro.

Após perder essa moção, antes de iniciar cinco dias de debates acalorados, o governo se viu forçado a revelar informações que classificava como confidenciais.

O acordo assinado por May com os 27 sócios europeus prevê um complexo sistema denominado "backstop", ou "rede de segurança", para evitar instaurar uma fronteira dura entre a província britânica da Irlanda do Norte e a República de Irlanda.

O relatório jurídico mostrou que a Irlanda do Norte poderia ser mantida indefinidamente no mercado único europeu, se não for possível negociar uma melhor solução no quadro da futura relação entre o Reino Unido e a União Europeia.

"A primeira-ministra deve explicar por que ela continua a negar à Escócia os direitos e oportunidades que o acordo oferece para outra parte" do país, lançou Blackford, cujo partido é pró-europeu.

Dois anos depois de rejeitar a independência do Reino Unido, a Escócia votou maciçamente contra o Brexit (63%) no referendo de Junho de 2016, quando o país decidiu deixar a UE por 52% dos votos.

"Vamos sair da UE como Reino Unido em seu conjunto e negociaremos como Reino Unido em seu conjunto", disse May, pedindo novamente para aprovar o seu acordo sob risco de um Brexit brutal em 29 de Março.

- 'Perdeu o controlo' - As consequências legais do "backstop" também indignaram o pequeno partido unionista da Irlanda do Norte, DUP, de cujos 10 deputados o governo de May depende para sobreviver.

"É totalmente inaceitável (...). Tem que ser derrotado, e novas condições devem ser negociadas", disse um dos seus líderes, o deputado Nigel Dodds.

O acordo firmado pelo governo britânico com os seus 27 parceiros europeus choca com a oposição dos eurófilos, que vêem condições piores do que as actuais, bem como com os eurocépticos, convencidos de que fazem concessões inaceitáveis à UE. Muitos destes últimos estão nas fileiras do Partido Conservador de May.

E foi exactamente daí que veio o segundo golpe à enfraquecida primeira-ministra na terça-feira: o ex-procurador-geral Dominic Grieve apresentou uma emenda, aprovada por 321 votos contra 299, para que o Parlamento possa determinar o que acontece, se o acordo for rejeitado.

Se May perder a votação histórica na próxima semana, o seu governo tem um prazo de 21 dias para informar os legisladores sobre o que ela planeia fazer.

Entre as muitas opções, estão: negociar novamente com a UE, deixar o bloco em 29 de Março sem acordo, convocar eleições legislativas antecipadas, ou organizar um novo referendo.

O que quer que o Executivo decida, os deputados poderiam aconselhar o contrário e, embora a sua emenda não seja vinculativa, seria politicamente difícil para a primeira-ministra ignorar a opinião maioritária da Câmara.

"O dia em que May perdeu o controlo", afirmou o jornal "Daily Telegraph" nesta quarta-feira.

"May sofre pior derrota para os deputados em 40 anos", insistiu "The Times".

Assuntos Diplomacia  

Leia também
  • 05/12/2018 18:49:43

    Putin promete apoio a Maduro em visita à Rússia

    Moscovo - O presidente russo, Vladimir Putin, ofereceu nesta quarta-feira apoio ao seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, em viagem oficial à Rússia para discutir uma possível ajuda financeira em Moscovo.

  • 05/12/2018 15:39:41

    China irá sempre manter "respeito mútuo", diz Xi Jinping

    Lisboa - O presidente da China, Xi Jinping, afirmou nesta quarta-feira que o país irá sempre manter o "respeito mútuo" nos seus esforços para lidar com os desafios globais.

  • 04/12/2018 18:09:34

    Coreia do Sul e ONU organizam conferência sobre desarmamento

    Seul - A XVII Conferência conjunta entre Coreia do Sul e a ONU sobre os Assuntos de Desarmamento e Não Proliferação terá lugar de 05 a 06 de Dezembro, em Jejú, no sul do país, informou nesta terça-feira, o governo coreano, citado pela Prensa Latina.