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16 Maio de 2018 | 11h30 - Actualizado em 16 Maio de 2018 | 11h30

OPAQ confirma uso de cloro em ataque na Síria em Fevereiro

Haia - A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) confirmou nesta quarta-feira o cloro "provavelmente utilizado como arma química" em Fevereiro durante um ataque contra a cidade síria de Saraqeb.

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Símbolo da OPAQ - Organização para Proibição de Armas Químicas

Foto: Google /divulgação


Uma missão de investigação da OPAQ determinou que o "cloro foi liberado dos cilindros por impacto mecânico no bairro de Al Talil, em Saraqeb", afirma um comunicado da OPAQ.

A equipa encontrou dois cilindros "nos quais conseguimos estabelecer que continham cloro". As apreensões na região também "mostraram uma inusual presença de cloro no entorno local", completou a organização que tem sede em Haia.

De acordo com a sua função, a OPAQ não afirma quem poderia ter utilizado o cloro, nesta complexa guerra civil que afecta a Síria há sete anos.

No dia 4 de Fevereiro, 11 pessoas foram atendidas com dificuldades respiratórias na cidade de Saraqeb, informou na ocasião a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Mohammad Ghaleb Tannari, médico numa cidade próxima a Saraqeb, na província de Idlib, declarou à AFP que o hospital em que trabalha havia atendido 11 pessoas por "sintomas correspondentes a uma inalação de gás de cloro, incluindo cansaço, dificuldades respiratórias e tosse".

A OPAQ afirmou que durante a sua investigação entrevistou testemunhas e confirmou que "vários pacientes foram tratados pelos sintomas correspondentes a uma exposição ao cloro".

Outra missão da OPAQ aguarda os resultados de uma complexa investigação na cidade síria de Duma, em Guta, por acusações de um ataque com cloro e gás sarin que deixou pelo menos 40 mortos em 7 de Abril.

Assuntos Ataque  

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