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14 Junho de 2018 | 03h45 - Actualizado em 14 Junho de 2018 | 03h44

Médio Oriente: ONU condena violência de Israel em Gaza

Nova Iorque - A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, quarta-feira (13), por ampla maioria uma resolução que condena Israel pela escalada da violência mortal em Gaza, e rejeitou um texto apresentado pelos Estados Unidos da América (EUA), que responsabilizava o movimento Hamas pelos actos violentos.

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Impulsionado por Argélia e Turquia, o documento foi aprovado por 120 dos 193 países da ONU, com oito votos contra e 45 abstenções. Uma proposta americana de apresentar uma emenda para condenar o Hamas não conseguiu a maioria de dois terços necessária para sua aprovação.

Ao menos 129 palestinos morreram por disparos de soldados israelitas em protestos perto da fronteira com Gaza que começaram no final de Março, deste ano.

Na ocasião, nenhum israelita morreu nos confrontos.

A resolução denunciou Israel pelo uso "excessivo, desproporcional e indiscriminado da força" contra civis e pediu medidas de protecção para os palestinos em Gaza e na Cisjordânia.

Os países árabes pediram à Assembleia Geral depois que os EUA usaram seu poder de veto no Conselho de Segurança para bloquear a resolução em 1 de Junho.

Mas diferentemente do Conselho de Segurança, as resoluções adoptadas na Assembleia não são vinculantes.

A resolução encarrega o secretário-geral da ONU, António Guterres, a redigir propostas para um "mecanismo de protecção internacional" para os palestinos, que pode incluir desde o estabelecimento de uma missão de observação até uma força de manutenção da paz.

Mas qualquer mecanismo requer a aprovação do Conselho de Segurança, onde os EUA têm poder de veto.

"Queremos que nossa população civil fique protegida", disse o embaixador palestino Riyad Mansur, pedindo que os diplomatas não se "deixem enganar" com a proposta americana culpando o Hamas.

O embaixador israelita, Danny Danon, criticou a medida e a classificou como uma "tentativa de tirar nosso direito básico à defesa própria" e advertiu seus colegas que ao apoiarem a resolução estão "empoderando o Hamas".

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