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04 Julho de 2018 | 10h19 - Actualizado em 04 Julho de 2018 | 10h25

Ex-primeiro-ministro da Malásia acusado de corrupção

Kuala Lumpur - O ex-primeiro-ministro da Malásia Najib Razak, suspeito de ter desviado milhões de euros de dinheiro público de um fundo soberano, foi formalmente acusado hoje, quarta-feira, pelo escândalo financeiro que contribuiu para a sua queda, noticiou a EFE.

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Ex-primeiro-ministro da Malásia Najib Razak (Foto arquivo)

Foto: MOHD RASFAN

Bandeira da Malásia

Foto: Digulgação

Najib, 64 anos, compareceu a um tribunal de Kuala Lumpur, que remeteu o seu caso ao Alto Tribunal  de Justiça, onde o ex-primeiro-ministro deve se apresentar ainda nesta quarta-feira.

O ex-primeiro-ministro foi preso na terça-feira, quando o governo do primeiro-ministro, Mahathir Mohamad, intensificou a investigação sobre a corrupção durante o período do seu antecessor.

Najib foi acusado por três crimes de abuso de autoridade e um por corrupção passiva, envolvendo suborno de 42 milhões de ringgit (8,9 milhões de euros), e corre o risco de pegar até 20 anos de prisão.

As acusações estão relacionadas à empresa SRC Internacional, filial do sector energético do 1MDB, o fundo soberano criado por Najib em 2009 e que hoje amarga uma dívida de 10 biliões de euros.

O ex-primeiro-ministro teria desviado até 640 milhões de euros do fundo, que criou para modernizar a Malásia, país do sudeste asiático com 32 milhões de habitantes, a maioria muçulmanos.

"Najib é o primeiro (ex) primeiro-ministro a ser acusado na história da Malásia", observou Tian Chua, vice-presidente do partido Keadilan Rakyat, que integra a coligação que chegou ao poder com as legislativas de Maio.

"Isto marca uma nova era, na qual nenhum dirigente público ficará isento de ser processado se cometer abuso de poder".  

Num comunicado divulgado na noite de terça-feira, familiares de Najib consideraram que as denúncias contra o ex-primeiro-ministro eram "politicamente motivadas" e "resultado de uma vingança política" por parte de Mahathir.

Na semana passada, o director do departamento de polícia para crimes financeiros, Amar Singh, revelou que o valor total dos bens embargados na investigação contra Najib foi de quase 273 milhões de dólares.

Os bens incluem 28,8 milhões de dólares em espécie, em 26 moedas, quase 12.000 joias, centenas de bolsas de marca e 423 relógios.

Rosmah Mansor, mulher de Najib, era muito impopular na Tailândia pelos seus gastos extravagantes, especialmente em bolsas e roupas de marca.

Assuntos Corrupção  

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