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26 Julho de 2018 | 17h17 - Actualizado em 26 Julho de 2018 | 17h17

Ministro francês expressa desconfiança diante de acordo comercial entre Trump e Juncker

Paris - O ministro francês da Economia, Bruno Le Maire, expressou hoje desconfiança com relação ao acordo comercial revelado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ao mesmo tempo que fixou uma série de linhas vermelhas para o seu país.

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Numa declaração divulgada pelo seu Departamento, Le Maire reconheceu que "era preciso evitar uma guerra comercial" porque "não haveria mais do que perdedores", e considerou que "é bom" o retorno do diálogo com os Estados Unidos em questões comerciais.

Mas insistiu que essas discussões não podem se desenvolver "sob pressão" e só a partir de "bases claras".

O ministro francês rejeitou a ideia de negociar "um grande acordo" global, ao deixar evidente "os limites" que tinham ficado em evidência com o acordo de livre-comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos (TTIP), cujas discussões estiveram envolvidas numa grande polémica e ficaram estancadas desde a chegada de Trump ao poder.

Le Maire também insistiu que a agricultura deve permanecer à margem porque há instrumentos de regulação na Europa, à margem das barreiras tarifárias, que "não são negociáveis".

Concretamente, o ministro francês referiu-se às normas sanitárias, alimentícias e ambientais, assim como às regras de protecção que "garantem a protecção e a segurança" dos consumidores, sobre as quais "a Europa não passará por cima".

Além disso, Le Maire disse que qualquer acordo tem que se sustentar em "reciprocidade", de modo que os europeus, da mesma forma que os americanos, têm que obter vantagens numa negociação bilateral.

Em particular, referiu-se ao facto de que actualmente o acesso às licitações públicas nos Estados Unidos está "amplamente fechado" aos europeus, e isso deve fazer parte da negociação entre ambas as partes.

O titular francês da Economia afirmou que espera igualmente "actos de boa vontade" de Washington, sobretudo nos encargos impostos desde Junho às importações procedentes da União Europeia de aço (25%) e alumínio (10%).
 

Assuntos Acordo  

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