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30 Agosto de 2018 | 12h25 - Actualizado em 30 Agosto de 2018 | 12h25

Comissão Interamericana preocupada com deputado venezuelano preso

Washington - A Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH) manifestou hoje (30) preocupação pela situação do deputado da oposição venezuelana Juan Requesens, preso desde o dia 07 de Agosto e acusado de atentado contra o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

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O Governo venezuelano acusou Requesens, do partido Primeiro Justiça, de ser cúmplice do suposto atentado com drones que ocorreu no dia 04 de Agosto durante o discurso de Maduro no acto de celebração do 81º aniversário da Guarda Nacional Boliviana (GNB, polícia militarizada).

O deputado foi preso três dias depois, com a irmã, Rafaela, por funcionários do serviço de informação do Estado (Sebin).

Posteriormente, em conferência de imprensa, o ministro da Informação venezuelano, Jorge Rodríguez, apresentou um vídeo em que o deputado confessa ter alegadamente participado no suposto atentado a pedido do ex-presidente do parlamento venezuelano Julio Borges, exilado na Colômbia.

Na gravação, o parlamentar assegura ter coordenado a entrada na Venezuela de Juan Monasterios, também detido no âmbito deste caso.

A família de Requesens rejeitou o vídeo e a irmã, Rafaela, apontou a possibilidade de que tenha sido drogado ou torturado para o obrigarem a fazer estas declarações incriminatórias.

Outra gravação divulgada este mês nas redes sociais mostra Requesens em roupa interior aparentemente manchada com excrementos e sem pronunciar uma palavra.

A este respeito, a CIDH recorda que os Estados Unidos devem tomar as medidas necessárias para garantir que as pessoas privadas de liberdade estejam em condições compatíveis com a dignidade humana.

Da mesma maneira, a CIDH enfatiza que, para não prejudicar o direito à presunção de inocência, os Estados devem impedir que os detidos que estão a ser investigados sejam apresentados a qualquer meio de divulgação de informações.

Assuntos Polícia  

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