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06 Setembro de 2018 | 20h36 - Actualizado em 06 Setembro de 2018 | 20h36

Itália abre inquérito contra 20 pessoas por queda de ponte

Génova - O Ministério Público de Génova abriu inquérito contra 20 pessoas e uma empresa pelo desabamento da Ponte Morandi, ocorrido no último dia 14 de Agosto e que deixou 43 mortos.

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Badeira da Itália

Foto: Angop-Pesquisa

Os indivíduos são investigados por múltiplo homicídio culposo, desastre culposo e atentado culposo à segurança dos transportes, enquanto a companhia em questão, a concessionária Autostrade per l'Italia, responderá por múltiplo homicídio culposo agravado por desrespeito às normas anti-acidentes.  

A abertura do inquérito chega poucos dias depois de a Guarda de Finanças ter dado ao Ministério Público uma lista de pessoas que podem ter tido responsabilidade na queda da ponte, provavelmente causada por falha estrutural.  

No entanto, o procurador Francesco Cozzi não descarta aumentar o número de investigados. A lista actual inclui o presidente da Autostrade, Fabio Cerchiai, o CEO Giovanni Castellucci e outros sete dirigentes da concessionária.   

Também são alvos do inquérito oito funcionários do Ministério de Infraestrutura e Transportes e três engenheiros da Spea Engineering, empresa do grupo Atlantia - holding que controla a Autostrade - responsável por um projecto de reforço dos pilares da ponte.   

Segundo os investigadores, desde 2014 havia sinais das péssimas condições da estrutura, e em 2017 o Politécnico de Milão apontou a necessidade de monitorar a construção, inclusive com um sistema de sensores que funcionasse 24 horas por dia.   

No fim daquele ano, a Autostrade apresentou um projecto de retrofit ao Comité de Obras Públicas de Génova, que deu o seu aval em Fevereiro de 2018, alertando, porém, que os cabos que sustentavam o tabuleiro apresentavam 20 porcento de corrosão.  

O projecto seguiu para o Ministério dos Transportes, sem nenhuma prescrição para bloquear o tráfego na ponte, e a autorização para o início das obras de reforço só chegou em Junho passado.   

Parte da estrutura permanece de pé, mas ameaça cair sobre um complexo de edifícios residenciais.   

Desde a queda da ponte, mais de 600 pessoas foram desalojadas. O plano para a demolição do restante da estrutura deve ser anunciado nos próximos dias.

Assuntos Justiça  

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