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10 Setembro de 2018 | 09h54 - Actualizado em 10 Setembro de 2018 | 10h39

Centenas de manifestantes detidos na Rússia em dia de eleições locais

São Petersburgo - Centenas de pessoas foram hoje (10) detidas na Rússia em manifestações contra uma impopular reforma das pensões, num dia em que decorrem também eleições locais e regionais.

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Mapa da Russia

Foto: Foto divulgação

A polícia deteve pelo menos 839 pessoas, principalmente em São Petersburgo, segunda cidade do país, e em Ekaterimburgo, nos Urais, segundo a organização OVD-Info, especializada em casos de detenções.

As manifestações que decorreram em todo o país, não tinham sido na maioria dos casos autorizadas pelas autoridades e surgiram em resposta a um apelo do principal opositor do Kremlin, Alexei Navalny, que cumpre uma pena de 30 dias de prisão por acções de protesto organizadas em Janeiro. Dezenas de seus apoiantes foram detidos pela polícia nos últimos dias.

Em Moscovo, cerca de duas mil pessoas concentraram-se sob apertada vigilância policial na praça Pushkin, no centro da capital russa, gritando "Putin é um ladrão", segundo jornalistas da AFP no local. Em São Petersburgo, cerca de mil pessoas manifestaram-se gritando "vergonha".

Fotografias e vídeos divulgados por opositores mostram vários episódios de violência policial contra os manifestantes.

Há vários meses que as autoridades se confrontam com a impopularidade de um projecto do Governo destinado a aumentar a idade da reforma, inalterada desde 1932, num país onde, apesar de alguns progressos, a esperança média de vida ainda não é muito elevada, sobretudo para os homens (66,5 anos, segundo dados de 2016 do Banco Mundial).

A alteração da idade da reforma foi anunciada em Junho, mas, no final de Agosto, o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou alterações ao polémico projecto, depois de uma descida acentuada da sua taxa de popularidade.

Putin anunciou que a idade de reforma das mulheres passará dos 55 anos para os 60, e não para os 63, como inicialmente previsto, mas não anunciou nenhuma alteração no caso dos homens, cuja idade de reforma, actualmente de 60 anos, passa na nova legislação para os 65.

O protesto ocorre num dia em que os russos são chamados às urnas para eleições de governadores e de vários representantes do poder local.

A eleição em Moscovo, que é a mais simbólica, deve levar à reeleição do actual presidente de câmara, Serguei Sobianine, na ausência de uma oposição real e com um forte apoio do Kremlin e do partido no poder, Rússia Unida.

Os resultados definitivos destas eleições são esperados na manhã de hoje.

Assuntos Polícia  

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