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10 Setembro de 2018 | 19h05 - Actualizado em 10 Setembro de 2018 | 19h05

Cerca de 60 soldados e polícias mortos no norte do Afeganistão

Mazar-e Sharif, Afeganistão - Os talibãs mataram quase 60 polícias e soldados numa série de ataques em quatro províncias do norte do Afeganistão, assinalaram nesta segunda-feira (10) funcionários de segurança deste país devastado por 38 anos de guerra.

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Afeganistão: Vítimas de conflito

Foto: STR

Intensos combates ocorreram no domingo à noite nas províncias de Sar-e-Pul, Kunduz, Samangan e Jowzjan.

Pelo menos 17 membros das forças de segurança morreram quando os rebeldes atacaram um posto de controlo próximo à capital provincial de Sar-e-Pul, disse à imprensa o governador Zahir Wahdat.

"A luta continua", prosseguiu. Os reforços serão enviados "logo". Pelo menos 39 talibãs morreram e 14 ficaram feridos em ataques aéreos, segundo o governador.

Os talibãs agora ameaçam a capital provincial, o que poderia causar um "desastre" se não enviarem tropas de reforço, advertiu o chefe da Polícia, Abdul Qayom Baqizoy.

As unidades vermelhas, os combatentes de elite talibãs, também atacaram várias delegacias na província de Kunduz, matando 19 polícias e ferindo 20, indicou à AFP o chefe do distrito de Dasht-e-Archi, Nasrudin Saadi.

Os insurgentes atacaram dois postos de controlo no distrito de Dara-e-Suf, na província de Samangan, abatendo 14 polícias, disse o porta-voz da polícia para o norte do país, Sarwar Hussaini.

Além disso, na província de Jowzjan, centenas de talibãs invadiram o centro do distrito de Khomab, fronteiriço com o Turcomenistão, matando oito membros das forças de segurança, declarou à AFP o chefe adjunto da Polícia provincial, Abdul Hafeez Khashi.

Os ataques ocorreram horas depois de um suicida matar-se em Cabul durante a comemoração do assassinato do comandante Masud, que combateu os talibãs há muitos anos e morreu dois dias antes dos atentados nos Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001.

Sete pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas neste novo ataque, que foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).
 

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