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11 Setembro de 2018 | 04h29 - Actualizado em 11 Setembro de 2018 | 10h16

EUA ameaçam sanções a juízes do TPI se forem julgados por crimes de guerra

Washington - Os Estados Unidos ameaçaram segunda-feira impor sanções aos juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) se o organismo decidir dar seguimento ao processo que visa investigar os Estados Unidos por alegados crimes de guerra cometidos no Afeganistão.

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Bandeira dos Estados Unidos

Foto: Pedro Parente

Num ataque corrosivo, John Bolton, conselheiro para a Segurança Nacional de Donald Trump, disse que o TPI é “ineficaz, impossível de responsabilizar e, de facto, um total perigo”.

Bolton escolheu a Sociedade Federalista, um grupo conservador sediado em Washington DC, como palco para um dos seus mais importantes discursos desde que tomou posse.

Perante um público que aplaudiu quase todos os seus parágrafos, Bolton recolheu um salva de palmas particularmente estridente quando anunciou o fecho da sede da Autoridade Palestiniana em Washington. Os palestinianos querem utilizar precisamente o TPI para julgar Israel pelo que consideram ser “os crimes de guerra” cometidos “durante os anos da ocupação”.

Num comunicado emitido esta segunda-feira, o Departamento de Estado disse que a Autoridade Palestiniana “não tomou medidas para dar início a um diálogo significativo com vista às negociações com Israel”. Segundo o documento oficial, divulgado pelos meios de comunicação norte-americanos, a liderança palestiniana “tem sempre condenado o plano de paz desenhado pelos Estados Unidos apesar de nunca o ter visto e recusa-se a interagir de forma produtiva com os [nossos] esforços de paz”.


A Autoridade Palestiniana disse, em resposta, que este passo é mais no caminho de continuar a permitir que Israel “continue a atentar contra os palestinianos e suas terras”.
 

O organismo que representa a facção menos radical da Palestina - a mais radical está personificada no Hamas que controla Gaza e que não reconhece de todo o direito de Israel à existência - cortou os contactos com Washington depois de Donald Trump ter decidido mudar a localização da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém.
 

Assuntos Conflito  

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