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12 Setembro de 2018 | 17h13 - Actualizado em 12 Setembro de 2018 | 18h21

Países que aplicam convenção da OCDE são os minoritários, admite ONG

Frankfurt am Main - Os países que lutam contra a corrupção transnacional aplicando uma convenção específica da OCDE continuam a ser os minoritários, apontou hoje um estudo da ONG Transparência Internacional.

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A organização aponta que 22 países, entre eles a Rússia e Japão, que representam quase 40 porcento das exportações mundiais praticamente não aplicaram a convenção nos últimos anos.

O texto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), de 1997, tem o objectivo de lutar contra os subornos pagos a funcionários no exterior.

A ONG cita em particular a China, Hong Kong, Índia e a Singapura como estados que não lutam contra a corrupção transnacional.

Do outro lado, um grupo de países que representam 27 porcento das exportações mundiais (incluindo os Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e a Suíça) são os que mais aplicam a convenção.

A ONG considera que em outros 11 países o compromisso para aplicar o texto é "limitado".

A Transparência Internacional destaca que alguns países se esforçam com a legislação para proteger os denunciantes, as pessoas que apresentam informações sobre possíveis casos de corrupção.

"O objectivo fundamental da convenção, criar condições de concorrência igualitárias e sem corrupção, ainda está longe de ser alcançado em função de uma aplicação insuficiente", afirmam os autores do estudo plurianual, o primeiro desde 2015.

De acordo com a Transparência Internacional, a China tem uma "responsabilidade particular" na questão porque representa 11 porcento das exportações mundiais.

"Os resultados da China em termos de regras internacionais de luta contra a corrupção influenciam o comportamento de outros grandes países exportadores", indicam os autores do relatório.

Assuntos Corrupção  

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